Retalho Alimentar

Lidl Portugal vai investir 150 milhões neste ano

Milton Rego, Administrador do Lidl, em Portugal.
Foto: Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens
Milton Rego, Administrador do Lidl, em Portugal. Foto: Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens

Entrepostos em Santo Tirso e Torres Novas absorvem parte do investimento. Caldas da Rainha e Santa Maria da Feira terão Lidl.

O Lidl Portugal vai investir 150 milhões de euros neste ano fiscal na rede de lojas, bem como nos entrepostos que está a construir em Santo Tirso e Torres Novas. Uma subida de 20% face aos 125 milhões de euros investidos pela cadeia alemã no ano fiscal de 2018, que terminou em fevereiro. “Os 150 milhões de euros refletem grande parte das infraestruturas nos dois armazéns, Santo Tirso, que está concluído no final de 2020, e Torres Novas, que estamos a ampliar e cuja obra fica concluída em março de 2020”, adianta Milton Rego, administrador do Lidl Portugal. Dois terços deste montante serão canalizados para a rede de lojas.

“Neste ano fiscal (que termina em fevereiro de 2020) vamos intervir em 24 lojas – oito vão ser demolidas e reconstruídas e onze vão sofrer remodelações -, das quais cinco são novas lojas”, adianta o administrador. Desde março, já abriram três lojas Lidl, em Boliqueime (Algarve), Loures-Frielas (junto ao Ikea) e Porto – Fernão de Magalhães, estando previsto que até março do próximo ano abram os supermercados das Caldas da Rainha e Santa Maria da Feira, elevando para 257 o número de lojas da cadeia alemã no país.

Apostas que contribuíram para uma subida de 20% do investimento. Para 2018 a cadeia tinha previsto um investimento de cem milhões. “Houve mais licenças de construção do que esperávamos e conseguimos antecipar alguns investimentos”, explica Milton Rego. Resultado? Uma subida de 78,5% do investimento face aos 70 milhões injetados pelo Lidl na economia em 2017.

Dois desses investimentos foram as lojas que o Lidl abriu nas estações de comboio de Entrecampos e de Sete Rios. Só estas duas aberturas representaram um investimento de seis milhões. Foi a primeira vez que a cadeia abriu em estações. Um formato cujos resultados estão a corresponder “plenamente ao que programámos”, garante Milton Rego, sem adiantar valores.

“A lógica destes investimentos é muito simples: estar perto das populações.” Ou não fossem estas duas das estações mais movimentadas de Lisboa, por onde passam 18 milhões de pessoas/ano. Aberturas a que se juntou já neste ano fiscal, o Lidl, junto ao Ikea de Loures. Poderão ser iniciativas a repetir? “Estamos abertos a todas as possibilidades que permitam que estejamos mais próximos das populações”, diz o administrador, sem mais pormenores.

Mercadona a pressionar?
Algarve, Grande Lisboa e Grande Porto são áreas onde a cadeia considera que ainda há espaço de implementação. “Fazemos análise do mercado e de quais as populações que não atingimos ou porque não temos loja ou temos um número insuficiente. Esse estudo faz que direcionemos grande parte do nosso investimento para norte, mas estamos a investir em todas as zonas do país”, assegura, negando que essa aposta a norte (região que concentra o maior número de lojas: 80) esteja a ser impulsionada pela Mercadona. Pelo tipo de oferta – aposta em produtos de marca própria – e posicionamento, a cadeia espanhola entra dentro do território da cadeia alemã, dizem os especialistas.

“A Mercadona tem cinco estabelecimentos em Portugal. Não fazemos distinção. Os nossos concorrentes como Continente, Pingo Doce e Auchan, agora a Mercadona são players que respeitamos. Cada um gera em nós uma ambição de sermos todos os dias melhores.” O Lidl tinha em 2018 uma quota de mercado de 9,1%, mais 0,5 pontos percentuais do que em 2017.

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