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Lift World internacionaliza Youzz. Agora é Reino Unido e Brasil

Youzz internacionaliza para Reino Unido e Brasil
Youzz internacionaliza para Reino Unido e Brasil

Depois de Espanha, a Lift World leva a rede de influenciadores Youzz para novos mercados. Internacionalização já representa 8% das receitas.

A Lift World vai dar mais um passo na internacionalização com a abertura dos escritórios da Youzz no Reino Unido e São Paulo, adiantou Salvador da Cunha, CEO do grupo de agências de comunicação, ao Dinheiro Vivo.

“Depois de ter aberto em Madrid diretamente há cerca de ano e meio, com grande sucesso, e de ter feitos experiências de franchising no México e na Grécia menos bem conseguidas, optámos por abrir diretamente em mercados que considerámos serem os adequados para esta fase da vida da Youzz”, adianta o responsável, sobre a estratégia de crescimento da Youzz, a empresa de influencers / word of mouth marketing do Lift World.

A opção nesta fase foi pela abertura diretamente nestes dois mercados e não através de parcerias. “Já constituímos duas empresas no Reino Unido e Brasil, detidas a 100% pela WOM Internacional, que por sua vez é controlada pelo Lift World. Nesta fase não considerámos abrir com sócios. Preferimos ir sozinhos para o Brasil e Reino Unido, apesar de termos um sócio minoritário em Espanha com quem nos damos muito bem”, conta Salvador da Cunha.

A entrada nestes dois mercados, bem como o reforço da equipa tecnológica, implicou um investimento que deverá rondar o meio milhão de euros. Para isso, a Lift World teve um aumento de capital. “Tivemos uma entrada no capital social de um “family office”, através de um aumento de capital social na WOM Internacional. Um investimento que rondou os 500 mil euros”, explica o gestor.

Com a Youzz concorrem na área de “influencers marketing, digital word of mouth marketing e research. “A nossa plataforma tem atualmente 250 mil influenciadores, dos quais cerca de metade está em Portugal e um quarto em Espanha. Esperamos fazer crescer este número significativamente até ao final do ano nos dois mercados onde vamos entrar e fechar o ano com cerca de meio milhão de influenciadores nos quatro mercados”, adianta Salvador da Cunha. “Não temos ainda clientes, mas neste caso são clientes de campanha e não permanentes. A plataforma funciona como um media, um canal de televisão ou um jornal, onde as marcas podem fazer campanhas”, continua.

“Os nossos clientes atuais em Portugal e Espanha são grandes empresas de fast consummer goods e tecnologia de consumo, com diretivas claras para fazer este tipo de campanha internacionalmente. A Youzz tem sido incluída em muitos briefings em países onde não atua comercialmente”, revela.

A companhia entra no mercado brasileiro numa fase de arrefecimento da economia, mas para Salvador da Cunha isso poderá jogar a favor da oferta da Youzz. “O Brasil é um mercado de 200 milhões de habitantes que não deixaram de consumir. Diminuíram o consumo”, começa por referir. “Este tipo de marketing é muito eficaz e em situações de crise económica os clientes procuram eficácia. Para além de ser uma tendência mundial e de ser trendy em países com o Estados Unidos e Reino Unido. E o Brasil é muito influenciado por estes dois países”, argumenta.

 

Em Portugal, a Youzz terá uma equipa de apoio à internacionalização e de desenvolvimento tecnológico. “Cada país terá uma equipa comercial e uma equipa de gestão e implementação de campanhas que no início terá cerca de 3 a 6 pessoas. É essa a nossa expectativa para Brasil e Reino Unido. No total serão cerca de 30 pessoas no final do ano”, diz.

 

A expectativa é que a Youzz feche 2016, em Portugal e Espanha, com uma faturação “ligeiramente acima de um milhão de euros”, adianta o gestor. “Nos dois novos mercados ainda só temos estimativas, mas a curto prazo cada um será maior que os dois onde já estamos. Em 2017, com um ano completo de atividade no novos mercado, a Youzz já deverá faturar mais de dois milhões de euros nos quatro mercados”.

O grupo de agências de comunicação mantém ainda uma presença em Angola, com a Lift Angola. “A Lift Consulting mantém-se firme em Angola. É um mercado trabalhoso, mas o balanço é positivo. Em 2015 conseguimos bons resultados e apesar da crise conseguimos ter uma operação equilibrada”, garante Salvador da Cunha.

Portugal mantém-se ainda o principal mercado de atuação da Lift World, gerando o grosso da faturação. A internacionalização representa “ainda pouco”, admite o gestor. “Entre Espanha e Angola, andará à volta de 8% das receitas. Cerca de 600 mil euros em 2015. 2016 deverá aumentar para cerca de 10%”, revela.

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