Smart Open Lisboa

Ligue e desligue as fontes de Lisboa com um simples toque no telemóvel

Fonte luminosa

A Trigger Systems tem uma aplicação que põe fontes, lagos e regas de Lisboa nas mãos da comunidade. E está a contratar

Já imaginou poder ligar e desligar a água ou a luz das fontes e lagos de Lisboa? Ter o comando da Fonte Luminosa, na Alameda Dom Afonso Henriques, em Lisboa, e gerir os seus 40 efeitos de luz já não é apenas tarefa dos funcionários da Câmara Municipal de Lisboa (CML).

Em breve qualquer pessoa o poderá fazer. Um sistema criado pela portuguesa Trigger Systems, uma das startups vencedoras da edição de 2017 do programa de inovação aberta Smart Open Lisboa, dá o controlo das fontes, lagos e sistemas de rega dos jardins da cidade aos residentes e visitantes.

Para isso é preciso um registo na aplicação mobile da empresa e num abrir e fechar de olhos estamos a interagir com as infraestruturas da comunidade que estejam ligadas à Trigger Systems. “Ligar o mundo real ao mundo virtual através de dispositivos digitais que permitem novos serviços, informação e o acionamento remoto de dispositivos públicos” é o objetivo desta solução nas palavras de Francisco Manso, CEO da Trigger Systems. A tecnologia usada é a rede de comunicação da internet das coisas (IoT) que cobre a cidade com sensores.

Quando em 2017 participaram no Smart Open Lisboa (SOL), programa da consultora Beta-i, especialista em inovação aberta, em parceria com a CML, e desenvolveram um projeto-piloto com este município para testar o seu software de irrigação, energia e sensores nas fontes, a equipa da Rigger estava longe de imaginar que sairia vencedora. E muito menos que hoje, cerca de um ano depois, a organização que os acolheu iria estar interessada em adotar a sua solução um pouco por toda a cidade.

Interação com monumentos

Se tudo correr bem, os cinco sócios desta pequena empresa de 15 pessoas com potencial de rápido crescimento poderão ver a sua solução instalada em sete locais da capital: na Fonte Luminosa, na Praça do Império, em duas fontes do Rossio, nas “fontes vulcão” do Parque das Nações e ainda no Jardim da Estrela. No caso do jardim, prevê-se a colocação de um dispositivo Trigger em árvores para poderem ser identificadas pelo pessoal da manutenção camarária. E ainda haverá uma zona da calçada que será conectada para fazer chegar informação turística pelo smartphone.

A boa e muito fresca notícia não tardou a chegar ao e-mail da startup há menos de um mês, como explica o seu líder: “Neste momento, a CML manifestou a intensão de reativar os sistemas feitos durante o SOL e expandir este tipo de controlo para outros locais e domínios.”

Além da gestão da irrigação de jardins e controlo de fontes e lagos, esta tecnologia tem caminho aberto para outras aplicações, defende Manso. “Vemos um enorme potencial na sua aplicação em obras de arte e street art, na iluminação pública, decorativa e festiva, na abertura de portas ou de entradas, no remote ticketing, na criação de pontos de contacto automático dia e noite com o cidadão e o turista, e como guia turístico robotizado, que fica acordado 24 horas por dia nos sete dias da semana.
Quais as principais dificuldades encontradas desde a fundação e como é que os fazedores lhes deram resposta? “A fase de financiamento inicial é sempre mais lenta do que gostaríamos. Resolvemos isso através dos primeiros pagamentos de clientes”, conta Francisco Manso. Depois conseguiram financiamentos da Portugal Ventures, da Innoenergy e da SDC Investimentos. Mais recentemente fecharam uma ronda de capital-semente.

No futuro precisam de contratar mais pessoas para o desenvolvimento da internacionalização das soluções já desenvolvidas e estão a criar um novo produto “de que ainda não podemos falar”, diz baixinho o fazedor de 45 anos formado em engenharia agrónoma.

Dentro de cinco anos espera ter sistemas presentes em todo o mundo e registar um verdadeiro impacto na redução de custos. “A Trigger está a desenvolver um novo projeto para a agricultura que irá trazer um impacto disruptivo ao setor”, confidencia para terminar.

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