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Lime ficou com bicicletas e trotinetas da Jump mas deixou trabalhadores de fora

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A Lime foi a primeira empresa a partilhar trotinetas em Portugal, em outubro de 2018. (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

Jump, a unidade de mobilidade partilhada da Uber, contava com 50 trabalhadores em Portugal. Não integraram a Lime após a fusão.

Quem anda pelas ruas de Lisboa já reparou no regresso das trotinetas partilhadas da Lime e no desaparecimento das trotinetas e bicicletas elétricas vermelhas da Jump. Desde 16 de junho que a Lime fechou oficialmente, no mercado europeu o acordo para ficar com todas as operações da antiga marca da Uber para a mobilidade partilhada. Isto aconteceu mais de um mês depois de o acordo ter sido anunciado.

Só que os norte-americanos da Lime ficaram apenas com os veículos; os antigos trabalhadores da Jump foram postos de parte desta operação, assume ao Dinheiro Vivo o diretor-geral da Lime para Portugal, Nuno Inácio.

“Uma vez que a equipa da Lime é suficiente para cumprir todas as necessidades identificadas para o mercado português, não vamos absorver qualquer trabalhador da Jump. Todos os funcionários da Jump seriam elegíveis para serem absorvidos apenas se houvesse essa necessidade”, refere o gestor.

Contas feitas, a Lime vai manter-se em Portugal com 75 funcionários, deixando de fora as 50 pessoas que estavam com a antiga marca da Uber no mercado português. Os números baseiam-se num levantamento feito pelo Dinheiro Vivo em julho de 2019.

Por outro lado, a Lime decidiu ficar, para já, com os 2850 veículos que a Jump partilhava em Portugal, dos quais 2250 bicicletas elétricas e 600 trotinetas elétricas. Situação diferente à ocorrida nos Estados Unidos, em que milhares de bicicletas foram pura e simplesmente destruídas.

Nos Estados Unidos, o acordo incluía apenas parte da frota; o resto foi destruído ou reciclado. Para evitarmos essa situação, aprendemos com o que se passou nos Estados Unidos, e recolhemos todas as bicicletas e trotinetas”, detalha.

Um eventual regresso das bicicletas e trotinetas da antiga Jump está dependente de uma análise de mercado. “Como o nosso foco é a sustentabilidade e queremos ser rentáveis, temos de perceber qual é a viabilidade de voltarmos a operar” aqueles veículos. Nuno Inácio não esconde, contudo, que a Uber tinha uma bicicleta elétrica “bastante desenvolvida”.

Mais tempo de viagem

No regresso às ruas após o confinamento, a Lime tem notado mudanças nos padrões de utilização das suas trotinetas.

Temos notado um aumento do tempo médio de viagem, tanto ao fim de semana como durante a semana. Acreditamos que seja por causa da necessidade de distanciamento social e pela necessidade de usar um meio de transporte que permita isso. Em vez de usarem uma trotineta elétrica como meio complementar de transporte, muitas vezes ela está a tornar-se no único meio de transporte.”

Em Portugal, a Lime concorre com a Frog, Free Now (ex-Hive) e Bird no mercado das trotinetas partilhadas.

 

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