aviação

Limites da Portela travam a fundo crescimento da easyJet

Há um ano, a easyJet anunciava um crescimento superior a 20% no Inverno; agora a operação não vai crescer além de 3%, diz José Lopes

A falta de espaço no aeroporto de Lisboa já se está a refletir na operação das companhias aéreas. No inverno fiscal do ano passado (de outubro a março), a easyJet cresceu 20% nos aeroportos portugueses; este ano não deverá avançar mais de 3%, admitiu esta quinta-feira, José Lopes responsável pela operação em Portugal.

“Em vez de maximizar a procura estamos a perder oportunidades”, afirmou o responsável à margem da apresentação do novo A320 neo, avião que representa um ganho de eficiência de 15%, uma poupança de 15% de emissões de carbono sendo, ainda, 50% mais silencioso.

A operação da companhia aérea não caiu em qualquer aeroporto nacional, no entanto, o futuro não se perspetiva o mais sorridente. É que, perante a incapacidade de se crescer em Lisboa, várias companhias “fizeram um desvio massivo para o Porto”, situação que levou o Sá Carneiro a um novo constrangimento. “Fizemos um pedido para 2000 slots e só obtivemos 40″, realçou o responsável.

A companhia aérea com sede em Luton já se reuniu com a ANA para pressionar uma decisão sobre o aeroporto de Lisboa. Entre os apelos está, desde logo, o fecho da pista secundária do aeroporto que abre caminho à operacionalização aérea do Portela+1, bem como a entrada em funcionamento de um novo sistema de tráfego aéreo.

“É urgente que o governo comece a tomar decisões. E temos de tomar decisões inteligentes para a melhor utilização dos recursos”, adiantou ainda o responsável, que apela a uma diversificação das taxas cobradas às companhias com base na aterragem e não por passageiro (para melhor utilização dos aviões). Não é só: “o preço mínimo por aterragem deve aumentar exponencialmente” e “deveria começar a pensar-se em não autorizar aeronaves pequenas na Portela”, acrescentou.

No ano passado, a easyJet em Portugal transportou cerca de 6 milhões de passageiros o que reflete um crescimento anual de 14%. “Este ano, infelizmente, o crescimento será mais reduzido por falta de slots”, estima a empresa.

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