OE2020

Linha de Cascais: Comboios com 60 anos podem manter-se após obras

Linha de Cascais foi a primeira a ser eletrificada em Portugal, na década de 1920.  (Orlando Almeida / Global Imagens)
Linha de Cascais foi a primeira a ser eletrificada em Portugal, na década de 1920. (Orlando Almeida / Global Imagens)

Uma das linhas mais utilizada do país vai usar tensão elétrica igual à da restante rede ferroviária nacional a partir de 2024.

Os comboios com 60 anos que todos os dias circulam na linha de Cascais poderão manter-se nos carris mesmo depois das obras de mudança na tensão elétrica. O cenário foi admitido esta segunda-feira pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, durante a audição na especialidade relativa ao Orçamento do Estado para 2020. A linha de Cascais passará a ter a mesma corrente elétrica da restante rede ferroviária nacional a partir de 2024.

“Cascais é só um dos exemplos da falta de material circulante. Poderemos manter tensão elétrica atual [1500 volts em corrente contínua] até chegarem os comboios novos”, admitiu Pedro Nuno Santos em resposta a Bruno Dias.

O deputado do PCP tinha questionado o ministro sobre a necessidade de a linha de Cascais receber novo material circulante quando a tensão elétrica passar de 1500 volts em corrente contínua para 25 000 volts em corrente alternada. Entre a encomenda e a entrada de um novo comboio na linha são necessários quatro anos, conforme referiu esta segunda-feira o ministro Pedro Nuno Santos.

As obras na linha de Cascais vão iniciar-se em 2021 e vão prolongar-se até 2023, conforme adiantou a IP – Infraestruturas de Portugal ao Dinheiro Vivo no final de novembro. A conclusão desta empreitada estava prevista, inicialmente, para 2021, segundo o plano de investimento Ferrovia 2020. Ou seja, verifica-se um atraso de dois anos.

Esta linha será alimentada por uma nova subestação de tração que será construída em Sete Rios e que terá capacidade para alimentar os mais de 25 quilómetros deste troço.

A modernização da linha de Cascais também contempla a instalação do ETCS, o sistema eletrónico de controlo de comboios; a renovação de estações e a respetiva ligação com outros modos de transporte; a reabilitação de taludes; a intervenção em passagens de nível; e ainda a preparação da ligação desta linha à restante rede ferroviária nacional – que só será concretizada mais perto do final da próxima década, ao abrigo do Plano Nacional de Investimentos.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Biedronka assegura 68% das vendas; Pingo Doce 24%

Jerónimo Martins vai impugnar coima de 24 milhões na Polónia

Parque Eólico

EDP Renováveis vende sete parques eólicos à Finerge em Espanha

Luís Máximo dos Santos é presidente do Fundo de Resolução.

Fundo de Resolução diz que comprador da GNB tinha a proposta “mais atrativa”

Linha de Cascais: Comboios com 60 anos podem manter-se após obras