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Linha de Cascais: Governo confirma investimento de 50 milhões de euros

Linha de Cascais. (Orlando Almeida / Global Imagens)
Linha de Cascais. (Orlando Almeida / Global Imagens)

Ligação da linha de Cascais à restante rede ferroviária nacional só deverá avançar na década de 2020, ao abrigo do Programa Nacional de Investimentos.

A Linha de Cascais vai receber um investimento de 50 milhões de euros. Isto será possível porque ficou fechada a reprogramação dos fundos comunitários do programa Portugal 2020. O montante será usado para renovação da linha, anunciou o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, durante uma audição no Parlamento, esta segunda-feira.

“Posso confirmar que o investimento na Linha de Cascais finalmente vai poder avançar. A reprogramação do Portugal 2020 prevê 50 milhões de euros para renovação da atual infraestrutura”, adiantou Pedro Marques durante a audição relativa ao Orçamento do Estado para 2019.

O investimento na linha responsável por um quinto dos passageiros da CP vai avançar nos próximos meses e deverá passar também pela “renovação do sistema de controlo de segurança e a migração para novo sistema de tensão (dos atuais 1500 volts em corrente contínua para os 25.000 volts em corrente alternada), conforme referiu o ministro em audição parlamentar em 12 de setembro.

No entanto, a ligação da linha de Cascais à restante rede ferroviária nacional só deverá avançar na década de 2020. “Estamos a discutir essa ligação em articulação com a AML – Área Metropolitana de Lisboa para que possa ser integrada no Programa Nacional de Investimentos”, a estratégia de investimentos ao abrigo do programa de fundos comunitários Portugal 2030.

A Linha de Cascais opera com comboios que circulam há mais de 50 e 60 anos e que funcionam com corrente elétrica diferente face às restantes linhas portuguesas. Por causa disso, não pode funcionar com o material utilizado nos restantes serviços da CP.

Sobre a Linha do Oeste, Pedro Marques adiantou que as obras de eletrificação nesta via deverão iniciar-se no primeiro semestre de 2019, com mais de ano e meio de atraso face ao que estava previsto no plano Ferrovia 2020.

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