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Linha de Cascais recebe 50 milhões de Bruxelas para comboios mais modernos

Comboio da linha de Cascais na estação do Monte Estoril. (Orlando Almeida / Global Imagens)
Comboio da linha de Cascais na estação do Monte Estoril. (Orlando Almeida / Global Imagens)

Comissão Europeia aprovou investimento para mudança da tensão elétrica na segunda linha ferroviária mais usada do país.

A Comissão Europeia aprovou esta quinta-feira um financiamento de 50 milhões de euros para a Linha de Cascais. O Fundo do Coesão vai apoiar a instalação de um novo sistema de tensão elétrica no troço entre Lisboa e Cascais de forma a poder receber comboios mais modernos. As obras estarão concluídas até ao final de 2023.

Nessa altura, a segunda linha ferroviária mais utilizada do país vai ter corrente elétrica igual à da restante rede ferroviária nacional. Desta forma, calcula Bruxelas, haverá uma redução do consumo de energia em 50%.

“Ao tornar a Linha de Cascais mais segura e eficiente, pretendemos incentivar a mudança do automóvel para os transportes públicos nas dezenas de milhares de pessoas que se deslocam diariamente para Lisboa e, consequentemente, reduzir o congestionamento do tráfego e a poluição”, disse a comissária europeia para a Coesão e Reformas, Elisa Ferreira em declarações citadas pela Lusa.

O investimento de 50 milhões de euros da Comissão Europeia na Linha de Cascais foi anunciado em novembro de 2018, quando Pedro Marques era o então ministro das Infraestruturas e também tinha a pasta do Planeamento, gerindo os fundos europeus. Só que apenas em 30 de setembro de 2019 é que a IP, a gestora rodoferroviária nacional é que formalizou o projeto junto de Bruxelas através da POSEUR, a autoridade que gere estes fundos. Já com Pedro Nuno Santos na tutela das Infraestruturas e Nelson de Souza na gestão dos fundos comunitários dentro do Governo.

Quando as obras estiverem concluídas, a linha de Cascais vai migrar para o sistema de tensão que existe na restante rede ferroviária nacional, dos atuais 1500 volts em corrente contínua para os 25.000 volts em corrente alternada. Esta linha será alimentada por uma nova subestação de tração que será construída em Sete Rios e que terá capacidade para alimentar os mais de 25 quilómetros deste troço.

Também nessa altura, esta ligação ferroviária terá de ter novo material circulante, substituindo as automotoras elétricas com mais de 50 e 60 anos.

A modernização da linha de Cascais também contempla a instalação do ETCS, o sistema eletrónico de controlo de comboios; a renovação de estações e a respetiva ligação com outros modos de transporte; a reabilitação de taludes; a intervenção em passagens de nível; e ainda a preparação da ligação desta linha à restante rede ferroviária nacional – que só será concretizada mais perto do final da próxima década, ao abrigo do Plano Nacional de Investimentos.

O plano para a modernização da Linha de Cascais, ao abrigo do Ferrovia 2020, previa a conclusão deste investimento até ao final de 2021. O projeto confirmado esta quinta-feira recorda que estas obras irão ficar concluídas dois anos depois do prazo inicial.

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