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LinkedIn. Nesta rede não há gatinhos, mas há empregos de sonho

Sarah Harmon | LinkedIn

Rede profissional já é usada por três milhões de portugueses. E em época de falta de talento, quem tem o melhor perfil é rei.

Eduardo Martins criou um perfil no LinkedIn pela primeira vez em 2014 e logo na altura, lembra, começou a “receber mensagens de recrutadores que estavam à procura de programadores”. Como ainda estava a tirar o curso de Engenharia Multimédia em regime pós-laboral, ficou-se por ali.

Voltaria à carga em 2017. “Decidi melhorar o LinkedIn e dedicar-me a procurar outro trabalho, outra oportunidade, e foi aí que encontrei uma proposta de trabalho e candidatei-me. Passados três dias, a responsável de recursos humanos adicionou-me e enviou mensagem a dizer que estava interessada em falar comigo.”

Apesar de não ter entrado à primeira na empresa – o perfil, afinal, não era o mais correto para a posição disponível -, quatro meses depois o match aconteceu. Natural do Porto e agora com 27 anos, já trocou novamente de emprego e teve de “tirar do LinkedIn que estava aberto a propostas”, pois “quase todos os dias recebia mensagens de todo o tipo de recrutadores, até de empresas das quais nunca ouvi falar”.

A história de Eduardo teve um final feliz, mas é a própria líder do LinkedIn para Portugal e Espanha, Sarah Harmon, quem admite que estar na rede social não é garantia de emprego. “Há pessoas que já vieram ter comigo e disseram-me isso. E eu respondo ‘Ótimo, mostra-me o teu perfil’. Eles mostram e eu digo ‘Lindo. E o que fazes no LinkedIn?’. Respondem com um ‘nada’ e eu digo ‘Então é por isso’.”

Se já houve tempos em que o LinkedIn era visto como o parente pobre das redes sociais e o último recurso para arranjar emprego, hoje “é o lugar onde encontras pessoas que trabalham nas empresas nas quais queres trabalhar e podes seguir pessoas que admiras”.

“As outras redes sociais, as pessoas usam para passar o tempo, enquanto no LinkedIn investe-se tempo. Nós não temos o mesmo número de interações do Facebook ou do Twitter. As pessoas gastam o seu tempo em entretenimento. O LinkedIn é um investimento.”

Sobretudo após a aquisição feita pela Microsoft, em 2016, a plataforma tornou-se um elemento estratégico para muitas empresas. “Podes fazer relatórios competitivos, por exemplo. Eu sou a Microsoft e concorro com outras empresas pelo talento. Porque estão as pessoas a deixar a minha empresa, ou porque estão a entrar na minha empresa? O que os motiva a trocar de trabalho? Estamos a receber muita informação para que as empresas possam fazer pesquisas mais precisas.”

E a plataforma tem crescido em número de utilizadores – já são mais de 575 milhões em todo o mundo – e pode crescer ainda mais se se tornar um refúgio para quem vier a perder o emprego por causa da automação. “Somos o mercado empresarial mais premium do mundo. Precisas de estar em frente às pessoas que tomam as decisões e a maioria está no LinkedIn.”

Eduardo Martins que o diga. “De vez em quando, ainda vou lá ver que ofertas é que há aqui no Porto. Uma pessoa deve estar sempre atenta ao mercado.”

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