Lionesa acolheu mais 700 trabalhadores no último ano

Centro Empresarial entrou na roda dos prémios internacionais, sempre com o foco na conciliação do trabalho com a cultura e o bem-estar

O universo dos que trabalham no conjunto das empresas sediadas na Lionesa, em Leça do Balio, Matosinhos, já ronda as seis mil pessoas, depois de no último ano terem sido recrutadas mais 700, fruto de novas unidades que se instalaram no centro empresarial. A revelação é feita por Eduarda Pinto, diretora executiva do centro há dez anos, mas ligada ao projeto quase desde o arranque, já lá vão praticamente duas décadas.

Agora, é um espaço com 120 empresas, a maior parte multinacionais, daí a presença de pessoas oriundas de 35 nacionalidades diferentes. Outra característica que entretanto se impôs: 60% das empresas são tecnológicas, embora também seja significativa a presença dos chamados serviços partilhados, nomeadamente, da área financeira e dos recursos humanos.

Mas o que têm feito para atrair e manter tanto talento por metro quadrado? "Há uma nova forma de estar no trabalho. Temos que adaptar o espaço do escritório, mas também a envolvente. Além disso, temos uma preocupação acrescida em garantir condições de bem-estar, por um lado, e, por outro, fomentar a arte e a cultura", descreve a gestora.

"A cultura é o que nos liga ao território. Temos sempre a preocupação de ter uma ligação a tudo o que diga respeito a Matosinhos: o mar, a pesca, o surf... Por sua vez, a arte é o catalisador da inspiração das pessoas".

Ou seja, a Lionesa encara a aposta na arte e na cultura como o "elemento diferenciador", para "estimular a criatividade", e assim evitar a supremacia exclusiva da parte racional.

"Para o bem-estar, há jardins e ciclovias, com a colaboração da autarquia. Mas, em tudo o que fazemos, procuramos ter uma conexão com o território, por uma questão de identidade. Além disso, temos uma programação cultural ao longo do ano, que inclui a presença de artistas, ligados aos vários segmentos das artes, da pintura, à literatura ou à música".

Não por acaso, essa preocupação artística começa a ter visibilidade além fronteiras e acaba de culminar com a atribuição de dois prémios internacionais.

O site da Lionesa foi distinguido no concurso Annual International Business Awards, com o prémio Stevie de Bronze, pelo projeto desenvolvido pela agência criativa britânica Digital Bias. O galardão vai ser entregue em dezembro.

Outra distinção recente premiou a entrada principal da Lionesa, concebida pelo designer João Machado, tendo-lhe sido atribuído o ouro pela Graphis Magazine.

São estímulos para prosseguir com a expansão da Lionesa, cumprindo os preceitos de um projeto ambicioso em em curso. "Vamos evoluindo e colocando no mercado, a par do mergulho na natureza e da missão cultural", sublinha.

Questionada sobre o que mais a marcou desde que dirige o Centro Empresarial, Eduarda Pinto assume: "Ver como Portugal se posicionou no mundo inteiro e ver que as empresas nos procuram por sermos capazes e não pelos baixos custos, de mão-de-obra ou do imobiliário. Procuram-nos porque temos talento. Isso foi o que mais me impressionou ao longo destes anos".

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