Mobilidade partilhada

Há 18 serviços de partilha de veículos que querem entrar em Lisboa

trotinetes

A capital já tem dois serviços de partilha de trotinetes, dois de carsharing e um de scootersharing, mas tem mais 18 novos interessados.

A Hive, empresa da aplicação de táxis Mytaxi, acabou de chegar a Lisboa com uma frota de 400 trotinetes elétricas partilhadas, que se juntam às já 400 trotinetes do serviço da empresa norte-americana Lime. As trotinetes elétricas começaram a ficar na moda o ano passado nos Estados Unidos e, em 2018, têm invadido a Europa numa crescimento vertiginoso e sem precedentes.

“Os mais cépticos já perceberem que as pessoas estão mesmo a aderir às trotinetes e são um sucesso incrível de utilização, complementar aos transportes públicos, por exemplo”. Quem o diz é o vereador da mobilidade da cidade de Lisboa, Miguel Gaspar, em conversa com o Dinheiro Vivo / Insider após o lançamento do novo serviço da Hive em Lisboa. Mas nem só se trotinetes vive a mobilidade partilhada.

O responsável pela mobilidade em Lisboa avançou também que existem um total de 13 empresas que manifestaram ao município interesse em ter serviços de trotinetes elétricas partilhadas na capital. “Não acredito que venham todas, mas duas estão perto de assinar o memorando que estabelecemos com regras especificas para operarem na cidade”, explicou Miguel Gaspar. As regras envolvem o uso dos hotspots definidos pela câmara para deixar de manhã as trotinetes, a proibição de fechar viagens nas zonas históricas e alguns cuidados de utilização para os seus clientes.

Além disso, o município recebeu também contactos de três serviços de carsharing diferente para operar na cidade, além dos já existentes Drive Now e Emov (neste caso só com veículos elétricos). Miguel Gaspar não revela os interessados, mas é possível que um deles seja a Lime, que também quer juntar ao ser serviço o carsharing – além das agora famosas trotinetes. Além disso, o responsável também indica que existem dois serviços de scooter ou motosharing interessados em entrar na cidade.

Certo é que a câmara de Lisboa vai mesmo aumentar em breve o número de lugares disponíveis só para carros partilhados. Depois de, em setembro, terem sido criados 21 desses lugares dedicados à mobilidade partilhada, agora vão aumentar de forma significativa, embora o executiva não se comprometa ainda com números específicos.

Leia também: Trotinetes da Lime no seu caminho? Saiba como resolver o problema

Não há limites aos veículos partilhados (para já)

Sobre possíveis problemas que as trotinetes partilhadas podem trazer à cidade, Miguel Gaspar para já tem sido surpreendido pelo sucesso dos números que tem recebido da Lime e pelo uso que vê no dia a dia. A câmara tem estado a receber dados de utilização vindos da Lime e de outros serviços de partilha de veículos e, para já, não pensa em limitar o número de veículos partilhados disponíveis na cidade.

“Temos recebido dados e vamos controlando o que acontece para não haver saturação de veículos na cidade”. Certo é que Miguel Gaspar não quer, neste momento, definir um número limite: “Podem ser mil, duas mil ou três mil trotinetes. A verdade é que não sabemos, estamos a aprender e prontos a agir se for necessário”.

O responsável camarário não quer é criar regulamentos “que em poucos meses podem ficar obsoletos”. “Estamos a lidar com uma realidade nova em que a tecnologia está sempre a crescer e a mudar”. O vereador admite que em Portugal há a vantagem de haver um código da estrada que já define regras mesmo para estes tipo de serviços, ao contrário do que se vê em Espanha, e “há uma base legal que indica que é preciso andar nas trotinetes nas ciclovias ou na estrada e tem de se usar capacete, por exemplo”.

Se começar a verificar-se uma saturação de serviços a câmara também tem alguns planos B pensados, como forçar aos utilizadores da terminarem a viagem sem certas zonas, podendo mesmo limitar o número de trotinetes por bairros ou quarteirões. Certo é empresas como a Lime e outras startups tecnológicas estão constantemente a melhorar os seus serviços com nova tecnologia – a mais recente que deve entrar nos serviços da Lime será a realidade aumentada para ajudar os utilizadores a deixarem as trotinetes em locais que não perturbem a mobilidade.

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