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Lista E vence eleições para comissão de trabalhadores da Autoeuropa

Fotografia: JFS / Global Imagens
Fotografia: JFS / Global Imagens

Maioria dos membros da comissão de trabalhadores está concentrada em listas independentes

A lista E, encabeçada por Fernando Gonçalves, venceu as eleições para a comissão de trabalhadores da Autoeuropa, com 30,32%. Esta candidatura conseguiu eleger quatro representantes para a comissão de trabalhadores da fábrica de Palmela, de acordo com o comunicado divulgado pela comissão eleitoral esta terça-feira e ao qual o Dinheiro Vivo teve acesso.

As eleições mais concorridas de sempre – com seis listas candidatas – também foram bastante disputadas, sobretudo nos primeiros três lugares. Em segundo lugar ficou a lista D, liderada por Fausto Dionísio, com 26,9%; em terceiro lugar ficou a lista C (com membros afetos à CGTP), encabeçada por José Carlos Silva, com 26,58%. Quer a lista D quer a lista E elegeram três representantes.

O último membro da comissão de trabalhadores pertence à lista A, liderada por Paulo Marques, que obteve 8,98%.

As restantes listas não conseguiram eleger qualquer membros para o órgão que representa os operários da fábrica: a lista F, liderada pelo ainda coordenador Fernando Sequeira, obteve 2,04% e ficou em último lugar neste sufrágio; a lista B, encabeçada por Isidoro Barradas (com membros afetos à UGT), ficou-se pelos 2,64%.

Nas eleições desta terça-feira estiveram inscritos 5128 trabalhadores e não cerca de 4800 funcionários como tinha sido previamente adiantado. A taxa de participação foi de 78,22%, isto é, votaram um total de 4011 operários durante esta terça-feira.

A nova comissão de trabalhadores irá tomar posse no prazo de dez dias e terá seis funcionários da área das carroçarias, três da secção de montagem, um membro do departamento financeiro e um representante da área de ferramentas.

A comissão de trabalhadores é a única entidade que negociará com a administração as condições para o novo horário de produção da fábrica e, assim, responder à procura pelo veículo utilitário desportivo (SUV) T-Roc, que estará à venda em novembro na Alemanha e em dezembro em Portugal. Conseguir um acordo com a administração da fábrica será a principal prioridade do arranque de mandato da nova comissão de trabalhadores.

As eleições decorreram esta terça-feira dois meses depois do anúncio da demissão da comissão de trabalhadores, que só teve efeito no final de agosto.

A Autoeuropa propôs há vários meses que a fábrica funcione seis dias por semana, com os funcionários a laborarem cinco dias por semana e direito a uma folga fixa, ao domingo, e folga rotativa a meio da semana. Só de três em três semanas teriam direito a dois dias de descanso consecutivos, segundo a proposta então apresentada. Em compensação, os trabalhadores teriam um pagamento adicional de 175 euros brutos para produzirem ao sábado – que conta como quinto dia de trabalho -, mais um dia de férias e ainda mais 25% do subsídio de turno.

Estas condições chegaram a ser aceites pela maioria da CT. Na votação em plenário, no final de julho, o pré-acordo com a administração foi chumbado por quase três quartos dos operários (74,8%).

A nova Comissão de Trabalhadores tomará posse no prazo de dez dias, e logo aí serão retomadas as negociações com a administração, ou seja, entre o final da próxima semana e o início da terceira semana do mês.

É certo que a Volkswagen não vai desviar parte da produção do T-Roc para outras fábricas do grupo alemão, conforme garantiu Herbert Diess, CEO do grupo Volkswagen, no início deste mês.

Resta saber qual será o futuro da Autoeuropa, sobretudo a partir de 2020, porque não está prevista, para já, a produção de mais modelos além do desportivo Scirocco, dos monovolumes Sharan e Alhambra (marca Seat) e do T-Roc. A fábrica de Palmela é a segunda maior exportadora portuguesa, contribuindo com cerca de 1% do PIB português.

(Notícia atualizada às 22:41 com mais informações sobre resultados e percentagens corrigidas)

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