Londres vê sinais de alívio na crise dos combustíveis. Exército está em estado de prontidão

Governo de Boris Johnson fala em sinais preliminares de estabilização do abastecimento nos postos de combustível. Os retalhistas dizem que continuam as compras motivadas pelo pânico.

O governo britânico vê alguns sinais preliminares de estabilização no abastecimento de combustíveis nos postos britânicos. Esta segunda-feira, vários órgãos de comunicação social davam conta que mais de 90% dos postos de combustíveis nas principais cidades do Reino Unido já não tinham combustíveis para vender após uma corrida por parte dos britânicos no fim de semana. Os receios de escassez motivaram esta corrida e acabaram por levar a que muitos postos tenham ficado sem combustíveis e encerrado. Agora, o ministro com a tutela dos Transportes assumiu que há sinais de estabilização na chegada dos combustíveis aos postos para posterior abastecimento ao cliente final. Ainda assim, a meio da manhã, os retalhistas diziam que a corrida aos postos, por pânico, continuava. Ontem à noite, o governo decidiu colocar o exército em estado de prontidão.

"Há agora os primeiros sinais preliminares de estabilização nos postos de abastecimento, que não se vão refletir nas filas ainda", disse Grant Shapps à BBC e citado pelo The Guardian. "Mas é a primeira vez que vemos mais combustível nos postos", assumiu ainda, acrescentando que "tal como o setor disse ontem, quanto mais rápido voltarmos aos nossos hábitos de compra, mais cedo a situação voltará ao normal".

Os receios dos britânicos de que haja falta de gasóleo e gasolina nos postos poderá ter levado alguns cidadãos a medidas mais desesperadas para armazenarem a maior quantidade possível. Surgiram na imprensa apelos para que os cidadaõs não encham garrafas de água antigas com combustíveis. O governante fez eco desse apelo e alertou mesmo nesta terça-feira que é "perigoso" usar estas garrafas para guardar combustíveis.

A meio desta manhã, o The Guardian dava ainda conta que os retalhistas continuavam a sentir o pânico dos clientes, com os consumidores a correrem aos postos. "As mensagens desapontantes que tenho recebido nesta manhã dos nossos retalhistas é que as compras motivadas pelo pânico continuam", disse Brian Madderson, chairman da associação que representa os retalhistas de combustíveis, a PRA, ao Today Programme e citado pelo jornal.

O responsável explicou que a corrida continua a fazer-se sentir até porque os consumidores estão a utilizar as redes sociais para avisarem outros cidadãos da chegada de um dos camiões de abastecimento dos postos, o que leva a uma nova corrida a esse posto.

Ontem à noite, o primeiro-ministro britânico deu ordens para que o exército seja colocado em estado de prontidão caso seja necessário ajudar a que os combustíveis cheguem aos postos. O governo indicou, segundo o jornal, que os condutores do exército devem estar prontos a curto prazo para ajudar nas entregas de gasolina e gasóleo aos postos. Uma decisão tomada após um encontro entre o Boris Johnson e o resto do seu Executivo nesta segunda-feira.

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