EDP

Lucro da EDP cresce 11% para 263 milhões de euros

EBITDA foi impulsionado pela melhoria das condições meteorológicas e do aumento do portefólio.

O lucro da EDP atribuível a acionistas aumentou 11% no primeiro trimestre para 263 milhões de euros em comparação com mesmo período do ano anterior, segundo a informação divulgada pela empresa na CMVM.

Já o resultado líquido do período, incluindo efeitos não recorrentes, cresceu 22% para 362 milhões de euros. A margem bruta cresceu 9% para 1,5 mil milhões de euros.

O EBITDA da EDP aumentou 14% em termos homólogos, para 1,130 milhões, “fruto da expansão do portfolio (+9%) e de condições meteorológicas melhoradas na Ibéria e Brasil”, segundo o comunicado divulgado.

O crescimento no primeiro trimestre foi impactado com a venda de ativos em Espanha, no valor de 78 milhões de euros e com um ganho de 61 milhões de euros com a venda da central mini-hídrica de Pantanal no Brasil.

Os custos operacionais do Grupo EDP ficaram estáveis nos 367 milhões de euros, com o efeito da queda de 2% nos custos na Península Ibérica, devido a uma redução no número de colaboradores. Em causa esteve também a expansão de capacidade da EDP Renováveis e a desvalorização do real em comparação com o euro e “o apertado controlo de custos, por um lado, e a consolidação integral no Pecém”. NA EDP os custos operacionais caíram 4% para 417 milhões de euros.

A dívida líquida da EDP caiu 2% para 17 mil milhões de euros, “suportada essencialmente pelo recebimento dos montantes relativos à rotação de ativos assinada com a Fiera Axium em outubro de 2015 e pela estrutura de parceria institucional assinada em novembro de 2015”, justifica a EDP. A
posição de liquidez financeira (caixa e linhas de crédito disponíveis) do Grupo EDP a março de 2016 ascende a 5,4 mil milhões de euros, cobrindo as necessidades de refinanciamento da EDP até após 2017.

A redução do endividamento faz parte da estratégia da EDP para os próximos anos e tem sido um dos pontos mais destacados pelos analistas. A redução da dívida já tinha sido um dos focos nos últimos anos e deverá voltar a marcar o plano estratégico da EDP, que é apresentado amanhã.

Procura de eletricidade na Península Ibérica cai 1,3%
A procura de eletricidade na Península Ibérica caiu 1,3% no primeiro trimestre de 2016 relativamente ao primeiro trimestre de 2015, segundo o comunicado. Portugal e Espanha tiveram uma contribuição semelhante, garante a EDP.

A capacidade instalada cresceu 1%, suportada pela adição de nova capacidade hídrica em Portugal e em Espanha e também ao novo regime de capacidade, sobretudo eólica. “Este crescimento foi algo compensado pelo encerramento de centrais de cogeração em Espanha”, diz a EDP.

Já no mercado de gás o consumo caiu 5% no primeiro trimestre, em linha com a queda da procura. A procura de gás para produção de eletricidade caiu 11% .

Já na EDP Brasil o EBITDA aumentou 96%, para 814 milhões de reais, com o impacto da aquisição da central mini-hídrica do Pantanal, explica a EDP. O EBITDA da distribuição de eletricidade caiu 41% devido à queda na procura e à sobrecontratação da empresa Bandeirante, além do menor impacto dos efeitos cambiais. Já as receitas reguladas registaram um aumento de 2% para 409 milhões de reais.
O volume de energia vendida desceu 5%, devido a uma redução de 14% no segmento industrial devido à queda neste setor.

 

 

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