Coronavírus

Lucro da Ericsson cai 5% no 1.º trimestre para 208 milhões de euros

Ericsson
Fonte: Pixabay

O Lucro da Ericsson caiu 5% no 1º trimestre deste ano para 208 milhões de euros, face a igual período de 2019, revelou o grupo de telecomunicações.

A multinacional referiu ainda em comunicado que mantém a previsão dos resultados para os próximos dois anos, apesar da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Nos primeiros três meses deste ano, o lucro operacional caiu 12%, para 4.306 milhões de coroas suecas (394 milhões de euros), lê-se no comunicado.

As vendas líquidas, por seu turno, totalizaram 49.750 milhões de coroas suecas (4.549 milhões de euros), o que representou um acréscimo de 2% em termos homólogos.

A empresa realçou ainda que a pandemia da covid-19 teve um “impacto limitado” no lucro operacional e no fluxo de caixa livre (quantidade de dinheiro disponível numa empresa que resta depois de todas as despesas terem sido pagas).

O presidente executivo da Ericsson, Börje Ekholm, disse esperar que a indústria mostre resiliência durante a pandemia, lembrando que a empresa tem uma oferta 5G (quinta geração móvel), bem como “uma estrutura de custos competitiva”.

Ekholm admitiu, no entanto, que há incertezas em termos de curto prazo sobre a evolução das vendas por causa da pandemia da covid-19 e da situação económica e considerou que “com as projeções atuais” a empresa sueca “não vê motivos” para alterar as metas financeiras entre 2020 e 2022.

Os equipamentos 5G da Ericsson já são utilizados em 29 redes globais de quatro continentes, lê-se no comunicado, que afirma que a empresa conquistou quota de mercado na China e melhorou a sua posição na Europa, onde os investimentos na rede 5G estão “atrasados”.

“Isso significa que a Europa pode ficar para trás numa infraestrutura digital crítica para o futuro. A sua importância tornou-se ainda mais evidente durante a pandemia”, disse o gestor.

E prossegui: “Acreditamos que os governos devem incentivar o investimento na rede 5G como forma de revitalizar a economia”.

O grupo sueco espera, apesar de tudo, que o segundo trimestre seja “um pouco pior do que o normal”, devido à situação de contratos estratégicos que podem ter sido afetados pela incerteza causada pelo novo coronavírus.

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