Energia

Lucro da Galp sobe 23% à custa do negócio no Brasil

Ganhos da petrolífera ascenderam aos 707 milhões de euros em 2018 com aumento da produção de petróleo e de gás natural.

O lucro da Galp aumentou 23% para os 707 milhões de euros em 2018 face ao ano anterior, impulsionado pela entrada em operação de novas plataformas de exploração de petróleo e gás natural no Brasil, anunciou esta segunda-feira a petrolífera.

Em comunicado ao mercado, a Galp Energia informou que o resultado líquido anual ajustado totalizou 707 milhões de euros, 23% acima do registado em 2017, tendo aumentado 24%, para 741 milhões de euros, de acordo com as normas contabilísticas internacionais (IFRS).

No quarto trimestre de 2018, o lucro diminuiu 42% em termos homólogos, para os 109 milhões de euros (44 milhões de euros em IFRS).

Já o resultado ajustado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) em 2018 aumentou 24% em termos homólogos para 2,2 mil milhões de euros, dos quais quase dois terços foram provenientes das atividades de exploração e produção, negócio que no ano anterior tinha representado menos de metade do EBITDA total do grupo, refere a petrolífera em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O ‘cash flow’ das atividades operacionais foi de 1,6 mil milhões de euros em 2018, com o aumento da contribuição do negócio de ‘upstream’ a mais do que compensar a redução das margens de refinação internacionais e o investimento em fundo de maneiro de 230 milhões de euros.

“A entrada em operação de novas plataformas associadas aos grandes projetos de exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil impulsionaram os resultados da Galp”, adianta a empresa liderada por Carlos Gomes da Silva, com as atividades internacionais a assegurarem mais de 80% dos resultados operacionais.

O aumento da produção em 2018 – em 15% da produção total, que atingiu um valor médio anual de 107,3 mil barris diários de petróleo e gás – é justificado com a entrada em operação e consequente aumento de produção das unidades flutuantes do tipo FPSO instaladas nos campos de águas ultraprofundas do pré-sal da bacia de Santos, no Brasil, onde a Galp participa, e que contam atualmente com nove unidades instaladas.

Também a entrada de uma nova unidade do mesmo tipo no Bloco 32, no Kaombo Norte, Angola, o que fez com que o contributo de Angola para a produção total da Galp voltasse a ser positivo, mais do que compensando o declínio do bloco 14.

Em 2018, o investimento atingiu 899 milhões de euros, montante que inclui o pagamento de 103 milhões de euros relacionado com as aquisições de novos ativos no Brasil em 2018. As atividades de exploração e produção representaram cerca de 70% deste investimento, do qual 65% foi alocado a atividades de desenvolvimento e produção, principalmente no Brasil e no bloco 32 em Angola.

Já o investimento nas atividades de ‘downstream’ atingiu 267 milhões de euros.

A dívida líquida da Galp situou-se em 1,7 mil milhões de euros no final de 2018, menos 162 milhões de euros do que no final de setembro, com o rácio de dívida líquida sobre EBITDA em 0,8x.

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