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Lucro da Impresa mais do que duplicou em 2019 para 7,8 milhões

O CEO da Impresa, Francisco Pedro Balsemão. Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
O CEO da Impresa, Francisco Pedro Balsemão. Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

"2019 foi um ano de viragem para a Impresa", diz o CEO da Impresa, referindo que foi "o melhor ano desde 2014".

O lucro da Impresa mais do que duplicou no ano passado, face a 2018, para 7,8 milhões de euros, divulgou hoje a dona da SIC e do jornal Expresso.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa adianta que “os resultados líquidos da Impresa atingiram 7,8 milhões de euros, um aumento de 4,7 milhões de euros relativamente ao período homólogo do ano passado (+150%)”.

Em 2019, as receitas consolidadas ascenderam a 181,9 milhões de euros, mais 5,6% do que em 2018, sendo que para este valor “contribuíram, em particular, os aumentos nas receitas de publicidade (+7,4%) e IVR [chamadas de valor acrescentado] (+74,2%)”, refere a dona da SIC.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) aumentou 38,6% para 25,1 milhões de euros, “evidenciando os melhores resultados operacionais desde 2014”.

Já o EBITDA ajustado de indemnizações foi positivo em 27,7 milhões de euros, superior em 37,3% (+7,5 milhões de euros) ao período homólogo de 2018.

No ano passado, os custos operacionais subiram 1,8% para 156,7 milhões de euros, “resultante do aumento da atividade e da melhoria no desempenho da empresa, nomeadamente nas áreas comerciais e dos IVR”, e a dívida líquida recuou 7,1% para 166,4 milhões de euros.

Do total de receitas, 118,5 milhões de euros corresponderam a publicidade (+7,4%), 34,3 milhões de euros (-6,9%) à subscrição de canais e 9,6 milhões de euros (+3,9%) à circulação.

No universo SIC, o total de receitas subiu 6,8% para 155,2 milhões de euros, com a publicidade a aumentar 8,5% para 105,7 milhões de euros. Enquanto as receitas de subscrição de canais recuou, como referido anteriormente, as receitas de IVR cresceram 74,2% para 11,2 milhões de euros.

“As receitas de subscrição geradas pelos oito canais da SIC, distribuídos por cabo e satélite, em Portugal e no estrangeiro, desceram 6,9% no ano de 2019, para 34,3 milhões de euros”, adianta a Impresa, referindo que “esta quebra ficou a dever-se principalmente à negociação de contratos com operadores internacionais”.

O EBITDA da SIC subiu 35% para 27 milhões de euros.

O segmento Impresa Publishing registou receitas na ordem dos 24,1 milhões de euros, menos 0,3% face a 2018, com a circulação a representar 9,7 milhões de euros (+3,9%), “destacando-se, pela positiva, as receitas referentes à subscrição digital do Expresso, as quais cresceram a uma taxa superior a 29%, em termos comparáveis 2019 vs 2018, representando 17,9% do total das receitas de circulação”. Relativamente às receitas de publicidade recuaram 0,5% para 12,7 milhões de euros.

“A aposta que tem vindo a ser feita no digital do Expresso reflete-se no total das receitas da publicidade e circulação, representando atualmente 18% de proveitos da área de publishing”, adianta.

As receitas de produtos alternativos neste segmento recuaram 46,2% para 312 mil euros.

Os custos operacionais aumentaram 3,6% para 23,9 milhões de euros, enquanto o EBITDA diminuiu 76,9% para 274 mil euros.

“Em 2019 manteve-se o forte crescimento de projetos de fotografia aérea em conjunto com novos contratos de fornecimentos de conteúdos, permitindo à Infoportugal atingir receitas operacionais de 2,2 milhões de euros, representando um aumento de 4,6% relativamente ao ano de 2018”, adianta a dona da SIC.

Em termos de perspetivas, “a Impresa conta consolidar os bons resultados atingidos em 2019, com o foco no crescimento do EBIDA, melhoria da margem operacional e redução da dívida líquida”.

Em cumprimento com o Plano Estratégico para o triénio 2020-2022, “a Impresa complementará as suas atuais atividades com o crescimento para novas plataformas, indo ao encontro de mais e novas audiências e aumentando e diversificando o seu portfólio de conteúdos”.

Presidente da Impresa diz que “2019 foi ano de viragem” para o grupo

O presidente executivo da Impresa disse hoje à Lusa que “2019 foi um ano de viragem” para o grupo, “o melhor desde 2014”, e acrescentou que pretende lançar um serviço de ‘streaming’ e um canal de ‘eSports’ em 2020.

Questionado sobre o desempenho da atividade do grupo no ano passado, Francisco Pedro Balsemão referiu que “2019 foi um ano de viragem para a Impresa”, referindo que foi “o melhor ano desde 2014”.

Francisco Pedro Balsemão sublinhou que “as lideranças da SIC e do Expresso e o rigor na gestão contribuíram para um crescimento nas receitas em quase 10 milhões de euros, para um aumento de sete milhões de euros, ou 38,6%, no EBITDA [resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações] e para uma subida de 150% nos resultados líquidos”.

Apontou também que “o foco na redução da dívida continua a dar frutos, com uma nova diminuição em 12,8 milhões de euros”, sublinhando tratar-se do “valor mais baixo da dívida em 15 anos”.

“Além disso, vivemos momentos históricos, com a concentração das nossas actividades no edifício Impresa, a inauguração de novos estúdios e o lançamento bem-sucedido de uma oferta pública de subscrição, a primeira vez que uma empresa de comunicação social realizou uma operação deste género dirigida ao retalho”, prosseguiu o gestor.

Já sobre qual vai ser o maior desafio da Impresa/SIC em 2020, Francisco Pedro Balsemão recordou que este ano foi lançado um novo plano estratégico para o triénio 2020-2022.

Através deste plano “consolidaremos os bons resultados alcançados, sempre sem tirar o pé do acelerador, e cresceremos para novas áreas, complementando aquilo que fazemos atualmente com o que acrescentaremos ao nosso portfólio”, disse.

“O objetivo é ir ao encontro de novos públicos e estar presente em novas plataformas e, por isso, lançaremos já em 2020 um serviço de ‘streaming’ e um canal de eSports. Manteremos o foco na produção e distribuição de conteúdos relevantes, rigorosos e de qualidade e tendo como base as nossas duas marcas fortes, SIC e Expresso”, salientou o gestor.

Sobre o eventual impacto da compra da Media Capital pela Cofina na sua atividade, Francisco Pedro Balsemão referiu que o grupo já deu a sua opinião sobre o tema.

“Do lado da Impresa, continuaremos a fazer mais e melhor. Vamos dar o salto para outras plataformas, sem nunca descurar das atuais. A nossa estratégia é multiplataforma e omnicanal e a nossa ambição é a de apresentar soluções de comunicação em todas as frentes. É por isso que a Impresa vai continuar a ser ‘mass’ media, mas também personalização; será curadoria e ‘on demand’; ‘analytics’ e intuição; criatividade e eficácia”, acrescentou.

Francisco Pedro Balsemão confirmou que continua apostado em vender a posição que a Impresa tem na agência de notícias Lusa.

“A nossa participação minoritária na Lusa não é estratégica para a Impresa”, mas “não há desenvolvimentos nesta matéria”, concluiu.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa adianta que “os resultados líquidos da Impresa atingiram 7,8 milhões de euros, um aumento de 4,7 milhões de euros relativamente ao período homólogo do ano passado (+150%)”.

Em igual período, as receitas consolidadas ascenderam a 181,9 milhões de euros, mais 5,6% do que em 2018, sendo que para este valor “contribuíram, em particular, os aumentos nas receitas de publicidade (+7,4%) e IVR [chamadas de valor acrescentado] (+74,2%)”, refere a dona da SIC.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) aumentou 38,6% para 25,1 milhões de euros, “evidenciando os melhores resultados operacionais desde 2014”.

(Atualizada às 17h30)

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