Lucro da José de Mello Saúde aumenta 121% no semestre

Salvador de Mello, presidente da José de Mello Saúde
Salvador de Mello, presidente da José de Mello Saúde

A José de Mello Saúde registou um aumento dos lucros de 121% no semestre. Entre Janeiro e Junho, o grupo liderado por Salvador Mello apresentou um resultado líquido de 14 milhões de euros, ou seja, mais do dobro dos 6,3 milhões de euros do período homólogo.

As contas do grupo foram impulsionadas
não só pela recuperação do EBITDA (resultado antes de juros,
impostos, amortizações e depreciações), como por uma maior
eficiência das operações e melhoria dos resultados financeiros.

O resultado líquido do primeiro
semestre de 2014 atingiu os 14 milhões de euros, o que correspondeu
a um crescimento de 121,2%, estimulado pela recuperação do EBITDA e
efeitos não recorrentes ao nível dos custos operacionais e da
melhoria dos resultados financeiros.

“Os resultados destes primeiros seis
meses de 2014 são fruto do trabalho de uma equipa que quer fazer
mais e melhor e traduzem o posicionamento estratégico da José de
Mello Saúde que tem conseguido investir na qualidade clínica,
desenvolvendo um intenso esforço de proximidade junto dos clientes”,
afirmou Salvador de Mello, presidente do Conselho de Administração
da José de Mello Saúde.

O grupo apresentou resultados
operacionais consolidados de 263,4 milhões de euros, no primeiro
semestre de 2014, o que representou um crescimento de 8,2% face ao
período homólogo de 2013. “Este crescimento dos rendimentos
operacionais foi impulsionado quer pelo reforço da atividade de
cuidados de saúde privados (+7,7%), bem como pela atividade no
segmento de cuidados de saúde públicos (+8,7%)”, esclareceu em
comunicado.

Já o EBITDA atingiu os 31,6 milhões
de euros, ou seja, um aumento de 34,1% em relação ao período
homólogo, colocando a margem EBITDA em 12,0%. “A melhoria na
margem operacional foi impulsionada pelo desempenho de todas as
unidades, quer privadas, quer públicas, bem como por melhorias
alcançadas em termos de eficiência da operação”, adiantou o
grupo.

A dívida líquida consolidada registou
uma redução de 8,6 milhões de euros face ao final de Dezembro de
2013, situando-se nos 70 milhões de euros no final de Junho último,
o que se ficou a dever à geração positiva de fluxos de caixa da
generalidade das unidades do Grupo.

Em Junho de 2014, a José de Mello
Saúde emitiu um empréstimo obrigacionista, no montante de 50
milhões de euros, pelo prazo de cinco anos, com o objetivo de
refinanciar a atividade corrente e fazer face a investimentos
futuros. O rácio dívida líquida/EBITDA recorrente foi de 1,1
contra os 1,7 registados no final de 2013.

Grupo Mello atento às oportunidades

Sem se referir concretamente à Oferta
Pública de Aquisição (OPA) lançada pelos mexicanos da Ángeles
sobre a Espírito Santo Saúde, o grupo José de Mello Saúde – que
chegou a ser apontado como interessado – revela estar atento às
oportunidades de crescimento que vierem a surgir.

“A José de Mello Saúde acredita no
mercado nacional, pelo que continuará a explorar novas oportunidades
de crescimento que alavanquem a sua base de ativos em Portugal e
permitam um maior acesso da população portuguesa a cuidados de
saúde de excelência”, afirmou Salvador de Mello.

A seu favor, numa possível corrida à
Espírito Santo Saúde, a José de Mello Saúde tem”uma vasta e
variada experiência em gestão de unidades de cuidados de saúde,
gerindo um portefólio que compreende unidades privadas e públicas,
de pequena, média e grandes dimensões e com maturidades distintas.
E esta experiência confere ao grupo “uma capacidade invulgar para
identificar fontes de criação de valor e superar os desafios
inerentes à sua estratégia crescimento”, conclui.

A José de Mello Saúde atua no sector
da saúde em Portugal, sendo responsável pela gestão de dois
hospitais públicos em regime de Parceria Público-Privada (PPP), 14
unidades de saúde privadas, das quais cinco hospitais, num total de
1.430 camas, realizando mais de 1,7 milhões de consultas e mais de
500 mil urgências por ano.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Eleições europeias: 11,56% dos eleitores votaram até ao meio-dia

Um espécime de um boletim de voto das Eleições Europeias é exibido durante a audição do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, na Assembleia da República, Lisboa, 09 de maio de 2019.  JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Líderes partidários já votaram com apelos à participação

A população da freguesia que agrega as aldeias de Morgade, Carvalhais e Rebordelo, mobilizou-se contra a mina a céu aberto anunciada para esta localidade, apelando ao boicote nas Eleições Europeias, em Montalegre, 26 de maio de 2019. FOTO PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

Boicote às eleições na freguesia de Morgade, em Montalegre

Outros conteúdos GMG
Lucro da José de Mello Saúde aumenta 121% no semestre