Lucro da Merck cresce 50,5% em 2020 para 1.987 milhões de euros

A farmacêutica Merck contabilizou um lucro de 1.987 milhões de euros em 2020, mais 50,5% do que no ano anterior, devido ao aumento das vendas de produtos e serviços para o fabrico de medicamentos.

As vendas aumentaram no ano fiscal de 2020 para 17.534 milhões de euros (mais 8,6 %), enquanto o resultado operacional registou um crescimento de 40,8% para 2.985 milhões de euros, explica o 'gigante' farmacêutico e do setor da química especializada em comunicado.

Os produtos e serviços para o fabrico de medicamentos da sua divisão de ciências da vida, os medicamentos Mavenclad, contra a esclerose múltipla, e o Bavencio, contra o cancro, bem como o negócio de semicondutores, foram os motores para o crescimento das vendas globais no ano passado.

O presidente e presidente executivo da Merck, Stefan Oschmann, disse na apresentação dos resultados que "o ano de 2020 caracterizou-se por uma turbulência sem precedentes" e que, apesar das circunstâncias geradas pela pandemia, executaram a sua estratégia e alcançaram um resultado "magnifico".

Quanto à margem de lucro operacional sobre as vendas, por sua vez, aumentou dos 13,1% em 2019 para os 17% no ano passado.

Oschmann, que será substituído em maio deste ano pela espanhola Belén Garijo, realçou ainda que a Merck "contribuiu bastante para a luta global contra a pandemia" porque, por exemplo, apoia mais de 50 projetos de vacinas, vai ampliar a colaboração estratégica com a BioNTech e vai acelerar o fornecimento de lípidos que a norte-americana Pfizer e a alemã BioNTech necessitam para fazer a vacina contra a covid-19.

A administração da empresa vai propor na próxima assembleia-geral de acionistas a distribuição de um dividendo de 1,40 euros por ação referente a 2020, contra 1,30 euros por ação no ano anterior.

A Merck espera que a recuperação iniciada no segundo semestre do ano passado prossiga este ano e não prevê que as novas ondas da pandemia de covid-19 tenham um efeito negativo comparável ao observado no primeiro semestre de 2020, especialmente no setor farmacêutico e no negócio eletrónico.

A pandemia, realça em comunicado, irá contribuir para o crescimento dos negócios das ciências da vida.

A Merck prevê também que "o aumento da disponibilidade da vacina contra a covid-19 e a imunização da população deve estabilizar ainda mais a situação social e económica".

No entanto, a Merck realça que as suas previsões estão sujeitas a uma maior incerteza do que em noutros anos, estimando um aumento forte das vendas e um crescimento mais moderado no lucro em 2021.

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