Lucro da Mota Engil recua 68% para 16 milhões

Vendas em África caíram 29,5%, para 592,7 milhões de euros, com o mercado a deixar de ser aquele que mais gera receita ao grupo.

O lucro da Mota Engil caiu 69% até setembro deste ano, para 16,05 milhões de euros, anunciou esta quinta-feira a construtora, num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Este resultado compara com os lucros de 49,74 milhões de euros no mesmo período de 2014.

O EBITDA (resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) diminuiu também 19,5%, para 252,1 milhões de euros, enquanto as receitas do grupo tiveram um crescimento de 0,2%, para 1,79 mil milhões de euros.

As vendas em África caíram 29,5%, para 592,7 milhões de euros, com este mercado a deixar de ser aquele que mais gera receita ao grupo, enquanto na Europa, o volume de negócios cresceu 16,4%, para 755,5 milhões de euros.

"O peso da atividade fora da Europa representou 61% do total, tendo o volume de negócios neste período um perfil mais balanceado entre regiões, quando comparado com o mesmo período de 2014, quando a atividade fora da Europa atingiu os 68%", refere a Mota Engil na nota enviada à CMVM.

Para tal evolução, adianta a empresa, contribuiu "o crescimento assinalável das regiões da Europa e da América Latina, em linha com a estratégia de diversificação da atividade entre regiões, mas sempre assente nos objetivos de crescimento sustentado no longo-prazo".

Na América Latina, as receitas do grupo avançaram 35,2%, para 507,7 milhões de euros.

De acordo com a empresa, a 30 de setembro, "a dívida líquida ascendia a 1,6 mil milhões de euros, excluindo 'leasing' e 'factoring', tendo registado um aumento de cerca de 257 milhões de euros face a 30 de junho de 2015, justificado essencialmente (233 milhões de euros) pela aquisição e consolidação das empresas do subgrupo EGF".

A carteira de encomendas, por sua vez, "ascendia a cerca de 4,3 mil milhões de euros, dos quais cerca de 3,4 mil milhões de euros em mercados fora da Europa, representando 78% do total da carteira", refere.

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