Lucro do BPI desce para 10,2 milhões de euros em 2017

Na atividade em Portugal, excluindo efeitos não recorrentes, o BPI diz ter tido o melhor ano da última década.

O BPI divulgou os resultados de 2017. Reportou um lucro de 10,2 milhões de euros em 2017, uma quebra face aos 313,2 milhões de euros no ano anterior. O banco liderado por Pablo Forero explicou que essa evolução se deveu a efeitos não recorrentes.

"O resultado líquido consolidado 'como reportado' foi positivo em 10,2 milhões de euros, absorvendo totalmente o impacto contabilístico da venda de 2% e desconsolidação do BFA (- 212 milhões de euros), e os impactos extraordinários na atividade em Angola no quarto trimestre (-107,4 milhões de euros)", diz o banco num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Entre outros fatores não recorrentes esteve o programa de saídas voluntárias de trabalhadores.

Excluindo esses efeitos, e na atividade em Portugal, o banco diz ter alcançado o melhor resultado da última década. "O BPI registou no exercício de 2017 um lucro líquido recorde de 191 milhões na atividade em Portugal (excluindo não recorrentes) refletindo uma melhoria de 33 milhões (+21%) face ao ano anterior. Trata-se do maior lucro líquido doméstico desde 2007", refere o comunicado.

"Em Portugal as coisas correm bem. Em Angola as coisas também correm mas tivemos três ajustamentos contabilísticos", disse Pablo Forero na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do BPI.

Forero adiantou que a marca BPI vai manter-se e que o objetivo de atingir sinergias de 120 milhões de euros já foi atingido em 2017, com 122 milhões de euros alcançados.

Os custos de reestruturação são inferiores aos 250 milhões de euros inicialmente previstos com a aquisição do BPI pelo espanhol CaixaBank.

Em Angola, o banco vai reduzir a sua participação do BFA dos atuais 48% seguindo uma recomendação do Banco Central Europeu, afirmou o presidente executivo do BPI.

Em atualização

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