Lucro dos CTT cai 49% para 9,9 milhões até setembro

Os rendimentos operacionais recorrentes dos CTT cresceram 1,3% nos primeiros nove meses do ano, para 524,8 milhões de euros.

Os CTT registaram um lucro líquido de 9,9 milhões de euros nos nove meses de 2018, o que corresponde a uma quebra homóloga de 49,3%.

"Este resultado é fortemente influenciado pelos gastos não recorrentes associados ao Plano de Transformação Operacional, no montante de 16,3 milhões de euros", explica a empresa num comunicado com os resultados divulgado esta terça-feira.

Os rendimentos operacionais recorrentes dos CTT cresceram 1,3% nos primeiros nove meses do ano, para 524,8 milhões de euros.

"A quebra do tráfego de correio endereçado foi atenuada pela evolução muito positiva do mix de produtos

e pelo aumento efetivo do preço médio", destaca. "Já os rendimentos de Expresso e Encomendas cresceram 14,7% até setembro ", sublinha.

Os rendimentos operacionais de Correio cresceram 0,9% para 396,8 milhões de euros e os de Expresso e Encomendas atingiram os 110,4 milhões de euros. O tráfego de correio endereçado recuou 6,6%, acima do limite de 6% previsto, explicado parcialmente pela existência de menos um dia útil no período face aos primeiros nove meses de 2017.

O EBITDA caiu 23% para 45,8 milhões de euros enquanto o EBITDA recorrente desceu 5% para 65 milhões de euros. Os CTT explicam a descida com a performance da unidade Serviços Financeiros e do Banco CTT que não foram compensados pela performance positiva do Correio.

"Foi um bom trimestre onde as principais tendências se confirmam", afirmou Francisco Lacerda, presidente executivo dos CTT, ao Dinheiro Vivo.

"As receitas de Expresso e Encomendas estão a evoluir bastante bem e ainda falta o trimestre mais forte", adiantou.

Quanto ao plano de transformação em curso, os CTT têm garantidas poupanças operacionais recorrentes de 14,2 milhões de euros, das quais nove meses foram realizados nos nove meses.

"O plano de transformação está a resultar. As poupanças em 2018 excedem os objetivos fixados", frisou Lacerda.

O grupo tinha um objetivo de atingir 13,8 milhões de euros em poupanças operacionais em 2018. No caso dos ganhos de capital, a meta era de 5,2 milhões de euros mas os CTT já têm garantidos ganhos de 8,6 milhões de euros este ano.

Quanto ao Banco CTT, presente em 212 lojas, fechou o mês de setembro com 317 mil contas abertas e um crescimento dos rendimentos de 26,6%, para 17 milhões de euros. O resultado foi sobretudo alavancado pelo crescimento da margem financeira, de 3,4 milhões de euros.

"Para o Banco CTT, foi o melhor trimestre na produção de crédito à habitação e de crédito ao consumo e na abertura de contas", sublinhou Francisco Lacerda.

Os CTT lembram que, a 24 de julho, o Banco CTT consolidou a sua estratégia com a compra da 321 Crédito, uma empresa de referência no financiamento de automóveis usados em Portugal. "A 321 Crédito irá permitir a diversificação do portefólio de produtos do Banco CTT com um negócio de crédito ao consumo, e otimizar o balanço do Banco CTT, melhorando o seu rácio de transformação de 20% para mais de 60%", salienta.

"A conclusão da operação é esperada para o primeiro trimestre de 2019 e está dependente da não oposição do Banco de Portugal/Banco Central Europeu", explica.

O grupo terminou setembro com menos 253 colaboradores face ao verificado em igual período de 2017. No final de setembro, os CTT tinham 12.590 colaboradores. "Verificou-se uma diminuição de 441 efetivos do quadro e um aumento de 188 contratados a termo. Nesta evolução teve especial impacto a redução dos trabalhadores efetivos dos CTT SA ", explica a empresa no comunicado.

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