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Lucro líquido da dinamarquesa Lego cai 17% em 2017

LEGO Fan Factory Algarve (1)

O lucro líquido do grupo Lego caiu 17%, para 7.800 milhões de coroas dinamarquesas (1.047,13 milhões de euros), em 2017.

O lucro líquido do grupo Lego caiu 17%, para 7.800 milhões de coroas dinamarquesas (1.047,13 milhões de euros), em 2017 face a 2016, devido à “limpeza de inventários” e redimensionamento do negócio, anunciou hoje a empresa.

Em comunicado, o grupo dinamarquês reportou ainda uma quebra de 8% nas receitas do ano passado, para 34.995 milhões de coroas dinamarquesas (4.697,97 milhões de euros). Excluindo o impacto do câmbio das várias moedas, nota, as receitas anuais desceram 7% face a 2016.

Em 2017 o lucro operacional (antes de impostos e outros itens financeiros) caiu 17%, para 10.400 milhões de coroas dinamarquesas (1.396,17 milhões de euros), tendo o ‘cash flow’ das atividades operacionais aumentado de 9.100 milhões de coroas dinamarquesas (1.221,65 milhões de euros) em 2016 para 10.700 milhões de coroas dinamarquesas (1.436,44 milhões de euros) no ano passado.

Sustentando que “as vendas globais ao consumidor mantiveram-se estáveis, com tendência para subir nos últimos meses de 2017”, a Lego atribui a diminuição das receitas, “em parte, à limpeza de inventários na cadeia de valor”.

“Durante 2017 as receitas nos nossos mercados estabelecidos desceram, principalmente por ações nossas com vista a ‘limpar’ os inventários. Esta descida teve impacto nos nossos resultados operacionais”, lê-se no comunicado.

“Também simplificámos e reduzimos as dimensões da organização para ir ao encontro dos requisitos do negócio, mas estas ações estão agora terminadas”, acrescenta, salientando que, “no balanço, o lucro e a rentabilidade continuam estáveis”.

Segundo a empresa dinamarquesa, “enquanto as receitas nos mercados estáveis da América do Norte e da Europa desceram em 2017, o total de vendas ao consumidor em alguns destes mercados cresceu, particularmente nos últimos meses do ano”, sendo que o grupo “vê oportunidades de voltar a crescer nestas regiões e vai trabalhar de perto com os retalhistas” neste sentido.

“O grupo vê também um grande potencial no mercado chinês, onde as receitas cresceram aos dois dígitos percentuais em 2017”, refere a Lego, recordando ter recentemente assinado um acordo de parceria “com uma das maiores companhias de Internet do país, a Tencent”, com o objetivo de “expandir ainda mais a presença neste mercado estratégico”.

Também prevista para o final de 2018 está a abertura de um escritório da Lego no Dubai, “para apoiar o crescimento das operações no Médio Oriente e em África”.

Citado no comunicado, o presidente do Conselho de Administração do grupo Lego, Niels B. Christiansen, descreve 2017 como “um ano de desafios” e admite não estar, “de modo geral, satisfeito com os resultados financeiros”.

“No entanto, terminámos o ano numa melhor posição: Em dezembro as vendas ao consumidor cresceram em sete dos nossos 12 maiores mercados e entramos em 2018 com inventários ‘mais saudáveis'”, considerou, apontando como objetivos para este ano “estabilizar o negócio e investir num crescimento sustentável a longo prazo”.

“Começamos 2018 em melhor forma e ao longo do ano vamos estabilizar o negócio, continuando a investir em grandes produtos, um ‘marketing’ global eficaz e uma produção melhorada. Não há soluções rápidas e vai demorar algum tempo até atingirmos um crescimento estável”, remata Niels B. Christiansen.

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