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Lucro líquido dos acionistas da Allianz cai 5,2% no 2.º trimestre

Allianz

O lucro líquido atribuível aos acionistas fixou-se nos 1,9 mil milhões de euros, penalizado pela venda de uma carteira de seguros de vida em Taiwan.

O lucro líquido atribuível aos acionistas do grupo Allianz diminuiu 5,2%, para 1,9 mil milhões de euros, no segundo trimestre em termos homólogos, penalizado pela venda de uma carteira de seguros de vida em Taiwan, foi esta terça-feira anunciado.

“O rendimento líquido atribuível aos acionistas diminuiu ligeiramente para 1,9 mil milhões de euros, devido a um impacto na venda de uma carteira de seguro de vida em Taiwan, parcialmente compensado pela descida no imposto sobre o rendimento liquidado”, refere o grupo em comunicado.

No acumulado até junho, o lucro líquido atribuível aos acionistas estabilizou em 3,8 mil milhões de euros, com os “impostos de renda mais baixos” a compensarem a diminuição de 1,8%, para 5,8 mil milhões de euros, do lucro operacional.

“Continuamos no caminho certo para atingir a nossa meta de lucro operacional de 2018”, afirma o presidente executivo da Allianz SE, Oliver Bäte, citado no comunicado, segundo o qual os indicadores do segundo trimestre “excederam os níveis” do período homólogo, “apesar das instabilidades geopolíticas e flutuações cambiais”, e “colocam o grupo no bom caminho para cumprir os objetivos de desempenho estabelecidos para 2018”.

Segundo o grupo Allianz, a quebra do lucro operacional do primeiro semestre — que ainda assim ficou “ligeiramente acima da média dos objetivos anuais da companhia” — registou-se “principalmente no segmento de Vida/Saúde, devido à normalização da margem de investimento e câmbio internacional desfavorável”.

Já o lucro operacional de gestão de ativos cresceu até junho, devido aos resultados de ativos sob gestão, e o lucro operacional dos seguros ‘Property & Casualty’ aumentou ligeiramente face ao ano anterior.

No primeiro semestre, o lucro base por ação (EPS) aumentou em 5%, para 8,86 euros, e o retorno anual sob o património líquido (RoE) aumentou para 13,8% (no final de 2017 tinha aumentado 11,8%).

Considerando o período de abril a junho, o lucro operacional do grupo Allianz aumentou 2,3%, para 3.000 milhões de euros, a receita interna subiu 6,5% e o índice de solvência II progrediu de 225% para 230%, apontando o grupo “perspetivas otimistas para o ano inteiro”.

O crescimento de 6,5% da receita interna de abril a junho, ajustado devido aos efeitos de consolidação, traduziu um “forte crescimento” de “todos os segmentos de negócios”, sendo que a receita total cresceu 2,9% para 30,9 mil milhões de euros.

No segmento de gestão de ativos, o lucro operacional do segundo trimestre “cresceu devido a um aumento nas receitas, impulsionadas por ativos superiores sob gestão e melhores margens”, o que “mais do que compensou o lucro operacional inferior nos segmentos de Vida/Saúde”.

Já o lucro derivado do negócio ´Property & Casualty’ permaneceu estável.

No passado dia 02 de julho o grupo Allianz anunciou um novo programa de recompra de ações, com um volume até mil milhões de euros. O programa será finalizado em 30 de setembro de 2018 e todas as ações recompradas serão canceladas.

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