Lucros da EDP caem 1% no trimestre superando previsões

António Mexia, CEO da EDP
António Mexia, CEO da EDP

A EDP fechou o primeiro trimestre do ano com lucros de 335 milhões de euros, menos 1% que no mesmo período do ano passado, mas muito ao lado das estimativas dos analistas que previam uma quebra de 12,5%, para 295 milhões, devido à crise económica em Portugal e Espanha.

O EBITDA subiu 7% para 1.072 milhões de euros, principalmente “impulsionado pela actividade eólica”, repara a empresa em comunicado enviado ao mercado.

Contribuíram também para este crescimento o negócio das redes reguladas na Península Ibérica devido “a um ganho não recorrente de 56 milhões de euros decorrente da venda de activos de transporte de gás em Espanha” e ainda das actividades liberalizadas, “em resultado da maior produção hídrica”.

Aliás, diz a companhia no mesmo documento, no primeiro trimestre de 2013, “90% do EBITDA da EDP resultou de actividades contratadas a longo prazo e reguladas”, ou seja, dos contratos de venda de energia à rede que têm nas Renováveis ou nas centrais elétricas tradicionais, principalmente no estrangeiro.

De acordo com os dados da EDP, 61% do EBITDA da empresa no primeiro trimestre veio do exterior, mais precisamente 31% de Espanha, 14% do Brasil, 11% dos EUA e 5% do Resto da Europa. As atividades em Portugal registaram um peso de 39%.

Quantos aos custos operacionais, a EDP revela que se mantiveram estáveis nos 387 milhões de euros suportados por vários factores como “a estabilidade de custos na Península Ibérica, o reflexo de um apertado controlo de custos e ainda da execução do programa de eficiência corporativa (onde as metas de 2014 foram antecipadas para 2013)”.

O crescimento do EBITDA ajudou ainda a que, durante o primeiro trimestre deste ano, a dívida líquida da empresa chegasse aos 18,1 mil milhões de euros, ou seja, menos 1% (100 milhões de euros) que o registado em dezembro do ano passado.

Para esta redução contribuiu ainda o encaixe conseguido com a venda de ativos e também um menor nível de investimento, como é aliás a estratégia da EDP para os próximos três anos.

No trimestre, o investimento operacional recuou 25% em termos homólogos, para 245 milhões de euros, “reflectindo um investimento em manutenção 15% mais baixo; o encaixe de um cash grant num parque eólico dos EUA cujas operações arrancaram em 2012 e um maior investimento em nova capacidade hídrica em Portugal e no Brasil”.

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