Lucros da Iberdrola cresceram 5% até setembro para 2.681 milhões

Empresa mantém previsões de crescimento no final do ano, com um dividendo provisório de, pelo menos, 0,168 euros brutos por ação

A Iberdrola fechou os primeiros nove meses do ano com resultados líquidos de 2.681 milhões de euros, um aumento de 4,7% relativamente ao período homólogo. Isto apesar do impacto da pandemia, calculados em 203 milhões de euros nos lucros, devido à redução da procura e às provisões realizadas pela empresa para cobrir insolvências. No mesmo período, os investimentos cresceram 23% para 6.638 milhões de euros, um valor recorde.

"Apesar das dificuldades do contexto que estamos a viver, a aceleração dos nossos investimentos e as enormes oportunidades que se apresentam mantêm-nos como um dos principais motores da reativação económica e da criação de empregos, ao mesmo tempo em que melhoramos os nossos resultados financeiros", destaca Ignacio Galán, presidente da Iberdrola, em comunicado.

Os investimentos em renováveis cresceram 52% até setembro e representam 54% do total investido. O grupo soma 4.600 novos megawatts (MW) de potência nos últimos doze meses, dos quais quase 1.300 MW só no terceiro trimestre de 2020. Em construção estão mais 7.600 MW. Os investimentos em redes aumentaram 5,5 % e representaram 38% do total. A carteira de projetos da empresa espanhola no mundo ultrapassa já os 70.000 MW. Na sessão de apresentação de contas, Ignacio Galám reafirmou o compromisso de atingir os 10 mil milhões de euros de investimentos previstos para este ano.

Já a margem bruta de exploração (EBITDA) ajustada cresceu 3,2% para 7.561,5 milhões de euros. Uma evolução, que inclui o efeito COVID de 216 milhões, suportada pelo aumento da capacidade instalada de energias renováveis e pela evolução operacional do negócio das renováveis e geração de clientes. Eliminados os ganhos extraordinários no período de 2019 e 2020, o EBTIDA teria sido 2% inferior ao período homólogo, com 7.345 milhões.

Em termos de áreas de negócio, o EBTIDA das renováveis aumentou 5,6%, para 1.771, 5 milhões de euros, impulsionado principalmente pelo Reino Unido e EUA e após aumentar a potência média de exploração em 7,4% para 29.175 MW e a capacidade instalada total até 33.701 MW. A área de geração e clientes apresenta um crescimento de 10,3% e atinge um EBTIDA de 2.004,3 milhões de euros. As Redes, por seu lado, impactadas pelo efeito da COVID e situações climatológicas adversas nos Estados Unidos, reduziram o seu EBTIDA em 10, 7%, para os 3.519, 7 milhões de euros.

Quanto às previsões para o final do ano, a empresa sublinha que, graças ao aumento dos investimentos, à evolução operacional dos negócios - a evolução no último trimestre mostra uma "progressiva normalização da procura e dos preços" de energia em Espanha e no Reino Unido, enquanto países como os EUA e Brasil "avançam na implementação de medidas regulatórias de recuperação" - e à diversificação, mantém as suas projeções de resultados líquidos para 2020, "com um crescimento estimado de um dígito médio/ alto".

E mantém, também, a sua política de remuneração ao acionista com o lançamento de uma nova edição do programa "Iberdrola Retribuição Flexível", com o qual distribuirá um dividendo provisório para 2020 de pelo menos 0,168 euros bruto por ação. O valor final deverá ser liquidado em fevereiro do próximo ano.

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