Lucros da Jerónimo Martins sobem 4,1% para 401 milhões

Grupo vai propor distribuir 204,2 milhões de euros de dividendos aos acionistas

A Jerónimo Martins fechou o ano passado com lucros de 401 milhões de euros, uma subida de 4,1% em relação a 2017.

As vendas do grupo dono do Pingo Doce e da Biedronka subiram 6,5%, para os 17,3 mil milhões de euros.

"O Grupo voltou a atingir os objetivos traçados e a entregar um crescimento de vendas e resultados muito positivo. Este desempenho assume especial relevância se considerarmos o elevado nível de investimento, a contínua melhoria dos pacotes remuneratórios dos nossos colaboradores e o progresso registado no sentido de atingirmos os nossos objetivos de sustentabilidade", afirma Pedro Soares dos Santos, CEO da Jerónimo Martins, citado em comunicado ao mercado.

O ano passado o grupo investiu 658 milhões de euros, dos quais 41% foram destinados à expansão (novas lojas e centros de distribuição) - este ano estima que irá investir entre 700 a 750 milhões de euros - tendo distribuído em maio 385,2 milhões de euros em dividendos pelos acionistas.

Em 2019, o valor previsto de entrega é inferior. "Em linha com a política de dividendos, na Assembleia Geral de Acionistas, o Conselho de Administração vai propor o pagamento de um dividendo de 204,2 milhões de euros, que corresponde a 0,325 euros por ação (valor bruto)", informa a Jerónimo Martins. A proposta representa um payout de cerca de 50% dos resultados consolidados ordinários.

"A proposta de distribuição de dividendos deixa ao Grupo total flexibilidade para acelerar os seus planos de expansão e aproveitar qualquer potencial oportunidade de crescimento não orgânica, mantendo em simultâneo um nível reduzido de dívida líquida", garante a Jerónimo Martins.

Os fundos gerados pelas operações geraram 788 milhões, mais 5,4%, tendo o grupo libertado um cash flow de 135 milhões de euros, menos do que os 249 milhões libertados em 2017, "em resultado do maior valor de pagamento de investimentos e da menor libertação de recursos do capital circulante, que foi particularmente favorável em 2017."

"A dívida líquida cifrou-se em 80 milhões de euros, evoluindo de uma posição de caixa positiva em 2017. O balanço, com um gearing de 3,9%, mantém-se forte mesmo após o pagamento, em maio de 2018, de dividendos no valor de 385,2 milhões de euros, o que representou um payout excecional de cerca de 100% (aproximadamente o dobro do que teria resultado da aplicação da política de dividendos da companhia)."

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