Resultados 2017

Lucros da Mota Engil reduzidos a 2 milhões de euros

Mota-Engil (Mario Proenca/Bloomberg)
Mota-Engil (Mario Proenca/Bloomberg)

Venda de ativos encolheu operações europeias, superadas em volume quer pela América Latina quer por África.

A construtora portuguesa Mota Engil registou no ano passado apenas dois milhões de euros de lucros, uma quebra de 97% face aos 50 milhões de euros gerados no ano anterior.

Os resultados refletem uma quebra de 2% na atividade da empresa na Europa, com vendas que não foram além dos 828 milhões de euros, e a adoção de regras contabilísticas aplicadas a operações em mercados com hiperinflação, como é o caso de Angola, segundo os resultados anuais divulgados esta sexta-feira pela empresa.

Em 2017, os resultados operacionais da empresa antes de impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) cresceram 19% para 403 milhões de euros, com um impacto negativo no valor de cinco milhões em resultado da exposição a Angola.

Os resultados descontam 30 milhões de euros distribuídos em dividendos pelos acionistas, 147 milhões de investimento para cumprimento de contratos, e uma redução de dívida da ordem dos 24% para 877 milhões de euros, além de uma reserva de cash-flow de 189 milhões.

A quebra da atividade na Europa – apenas um quinto das encomendas dos contratos do último ano – contrasta com a expansão das vendas em África e na América Latina, a crescerem 22% e 32%, respetivamente, e a superarem o volume de negócios da Mota Engil em território europeu. As vendas na América Latina foram de 960 milhões de euros, e as registadas em países africanos de 860 milhões de euros.

O mercado da América Latina representou mais de um terço de toda a atividade da Mota Engil. Em África, a atividade acelerou sobretudo na segunda metade do ano, com a entrada de projetos em Moçambique, Tanzânia, Costa do Marfim e Guiné-Conacri na carteira de encomendas da construtora.

A Mota Engil justifica a descida nas operações europeias com a alienação de ativos na área dos portos e logística, ainda que tenha obtido novos contratos na Polónia. Para este ano, a empresa antecipa estabilidade da carteira de encomendas neste país, com oportunidades na construção civil, ferrovia e estradas. 2019, por seu turno, faz antecipar a perspetiva de crescimento e lucros nas operações em Portugal. Em 2017, o país representou 42% da carteira de encomendas europeia da construtora.

A construtora faz contas a uma carteira de encomendas de no valor de cinco mil milhões de euros em 2018, com a atividade na área dos serviços ambientais com a EGF e os países africanos a segurarem a maioria do capital que a empresa pretende investir, 250 milhões de euros. Em 2017, a carteira de encomendas ficou acima dos 5,1 mil milhões de euros

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