Lucros da Navigator caíram 7,5% para 49,3 milhões no primeiro trimestre

Evolução foi influenciada, de acordo com a empresa, pela venda do negócio de 'pellets' nos EUA, que teve lugar no primeiro trimestre do ano passado.

Os lucros da Navigator caíram 7,5% no primeiro trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2018, fixando-se em 49,3 milhões de euros, revelou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Esta evolução foi influenciada, de acordo com a empresa, pela venda do negócio de 'pellets' nos EUA, que teve lugar no primeiro trimestre do ano passado.

"A geração de 'cash flow' livre foi de 9,9 milhões de euros, que compara com o valor de 134 milhões de euros em 2018, sendo importante referir que o 'cash flow' do primeiro trimestre de 2018 foi afetado positivamente pelo recebimento da venda do negócio de 'pellets', que representou um encaixe de 67,6 milhões de euros", justificou o grupo.

Nos primeiros três meses deste ano, a Navigator atingiu um volume de negócios de 422 milhões de euros, o que representa um crescimento de 9,6% em relação ao trimestre homólogo, lê-se na mesma nota.

"Com vendas de 300 milhões de euros, o segmento de papel representou 71% do volume de negócios, a energia 11% (44 milhões de euros), a pasta mais de 9% (40 milhões de euros), e o negócio de 'tissue' cerca de 8% (33 milhões de euros)", detalhou o grupo.

Por sua vez, o EBITDA foi de 104,9 milhões de euros, uma redução de 5,5% em relação ao mesmo período de 2018, e os resultados financeiros registaram uma melhoria, passando de 5,5 milhões de euros negativos em 2018 para 3,9 milhões de euros negativos este ano, de acordo com a informação divulgada pela Navigator.

O grupo adiantou também que levou a cabo um processo de reestruturação da sua dívida durante os primeiros três meses deste ano, para fazer face ao vencimento de uma "parcela substancial".

"Este processo envolveu a contratação de quatro empréstimos e duas linhas de 'backup', no montante total de 455 milhões de euros, com o correspondente cancelamento das linhas que se venceriam no próximo ano", de acordo com o grupo.

A empresa investiu 32,5 milhões de euros no trimestre, incluindo em manutenção e correntes (19,2 milhões de euros) e um total de 4,6 milhões de euros "relativos à conclusão da nova fábrica de 'tissue' de Aveiro".

"Para o segundo trimestre, estão planeadas paragens alargadas de manutenção nas fábricas de pasta de Setúbal e Aveiro, assim como nas fábricas de papel de Setúbal e da Figueira da Foz", indicou a Navigator.

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