Indústria

Lucros da Semapa caíram 61% até junho para 39,3 milhões

Unidade em Coruche do grupo ETSA, detido pela Semapa, que transforma subprodutos animais. 
FOTO: D.R.
Unidade em Coruche do grupo ETSA, detido pela Semapa, que transforma subprodutos animais. FOTO: D.R.

Semapa registou um volume de negócios consolidado de 941,8 milhões de euros, um decréscimo de 15,9% em relação a igual período de 2019.

Os lucros da Semapa caíram 61% no primeiro semestre deste ano, para 39,3 milhões de euros, em termos homólogos, avançou o grupo em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No que diz respeito aos resultados líquidos atribuíveis a acionistas, a redução, face a igual período do ano passado, foi de 58,8%, para 30,3 milhões de euros, lê-se na mesma nota.

“A atividade desenvolvida no 1.º semestre de 2020, e em especial no 2.º trimestre, refletiu os efeitos da pandemia covid-19, nomeadamente os diferentes períodos de confinamento implementados em diversas geografias onde o grupo Semapa opera”, explicou a empresa na mesma nota.

O impacto não foi igual em todos os segmentos, tendo sido maior na Pasta e Papel e “com pouco impacto no negócio do Cimento e Outros Materiais de Construção em Portugal e no Brasil e melhoria no Ambiente”.

A empresa indicou ainda que “uma forte atuação no sentido da gestão de custos e ‘cash-flow’ permitiu que a posição financeira do grupo Semapa se reforçasse durante o período”.

A Semapa registou um volume de negócios consolidado de 941,8 milhões de euros, um decréscimo de 15,9% em relação a igual período de 2019, com as exportações e vendas no exterior a ascenderem a 660,1 milhões de euros, 70,1% do volume de negócios, segundo o comunicado.

Por sua vez, o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) fixou-se em 203,3 milhões de euros, uma queda de 23,1% em relação ao período homólogo, referiu o grupo.

“O valor de investimento realizado no semestre situou-se em aproximadamente 62 milhões de euros, destacando-se o segmento Pasta e Papel com 48,7 milhões de euros, dos quais 13,2 em projetos ambientais”, referiu o grupo, na mesma nota.

Em 30 de junho, a dívida líquida consolidada do grupo totalizava 1.424,1 milhões de euros, “uma redução de 121,8 milhões de euros face ao valor apurado no final do exercício de 2019”, indicou a Semapa.

Para o segundo semestre deste ano, a empresa estima que, “não obstante a situação de desconfinamento que se vive já na maioria dos mercados onde o grupo opera, o seu ritmo e a desaceleração económica a nível mundial resultam numa conjuntura ainda de elevada incerteza”, de acordo com a mesma nota.

A Semapa detém, na área do papel, a Navigator, a Secil de cimento e a ETSA, na área do ambiente.

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