Construção

Lucros da Teixeira Duarte caíram 29,3% no primeiro semestre para 12,3 milhões

Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA
Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA

Proveitos operacionais registaram ligeiro decréscimo de 1% para 489,8 milhões

A Teixeira Duarte registou, no primeiro semestre deste ano, resultados líquidos atribuíveis a detentores de capital de 12,3 milhões de euros, uma redução de 29,3% face ao período homólogo.

Na nota, enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo adiantou que este indicador foi influenciado “negativamente, pelo facto do impacto da posição monetária líquida decorrente da aplicação da IAS 29 [normas contabilísticas] às empresas de Angola e da Venezuela” ter sido de 4,8 milhões de euros em junho de 2019, enquanto em 2018 se tinha fixado em 19,7 milhões de euros.

Além disso, a Teixeira Duarte deu conta de um ligeiro decréscimo nos proveitos operacionais, de 1%, para 489,8 milhões de euros.

O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 14,6% face ao período homólogo para 77,8 milhões de euros, de acordo com a informação divulgada ao mercado.

Os resultados financeiros melhoraram em 5,7%, atingindo os 35,4 milhões de euros negativos nos primeiros seis meses do ano, revelou a construtora.

Por sua vez, a dívida financeira líquida registou um aumento de 88 milhões de euros desde o final de 2018, tendo-se fixado em 776,9 milhões de euros.

Segundo a mesma nota, a autonomia financeira da empresa passou de 21,7%, em 31 de dezembro de 2018, para 19,3% em 30 de junho de 2019.

“O número médio de trabalhadores em 30 de junho de 2019 era de 11.511, registando um acréscimo de 9,3% face a 31 de dezembro de 2018, essencialmente por força da atividade da construção no Brasil”, indicou a Teixeira Duarte.

O grupo salientou ainda que em Portugal os proveitos registaram “um decréscimo de 8,8% – para o qual muito contribuiu a redução dos proveitos operacionais no setor da imobiliária –, enquanto nos mercados externos se registou um aumento global de 2,4% face aos primeiros seis meses de 2018”.

“Com efeito, os bons desempenhos das empresas que atuam nos setores da construção, concessões e serviços, distribuição e automóvel não compensaram a quebra das que operam no setor da imobiliária, que se ficou a dever essencialmente ao ciclo dos empreendimentos em Portugal e à alteração dos normativos contabilísticos aplicáveis aos empreendimentos desenvolvidos no Brasil”, explicou a construtora.

A empresa adiantou ainda que para 2019 “mantém a previsão de atingir proveitos operacionais consolidados de cerca de 1.100 milhões de euros” e que contava com uma carteira de encomendas na área da construção, no final de junho, de mais de 1,4 mil milhões de euros.

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