Lucros do BCP descem para 59,5 milhões de euros até setembro

Os lucros do BCP caíram 59,3%, em termos homólogos, nos nove meses de 2021. Miguel Maya disse que o banco mantém a opção de não pagar dividendos aos acionistas em relação aos resultados 2020.

O Millennium bcp registou um lucro líquido de 59,5 milhões de euros nos nove meses de 2021, o que corresponde a uma queda de 59,3% face ao resultado obtido em igual período do ano passado.

O BCP destaca, no comunicado com os resultados divulgado esta quarta-feira, que o lucro líquido inclui "provisões de 313,5 milhões de euros para riscos legais associados a créditos em francos suíços concedidos na Polónia e itens específicos de 87,6 milhões de euros em Portugal, respeitantes essencialmente a custos de ajustamento do quadro de pessoal".

"Excluindo os itens específicos, o resultado operacional core do Grupo atingiu 938,7 milhões de euros, correspondendo a um crescimento de 8,3%", adianta.

Na apresentação dos resultados, que foi também transmitida online, Miguel Maya, presidente executivo do BCP, disse que o banco mantém a opção de não pagar dividendos aos acionistas em relação aos resultados 2020. O BCP tinha decidido em fevereiro não distribuir dividendos relativamente ao exercício do ano passado mas admitia rever a situação em setembro.

"Ainda há muita incerteza", disse Miguel Maya. "Enquanto nós não tivermos maior visibilidade, não vamos propor", adiantou.

Lucros sobem em Portugal

A margem financeira consolidada melhorou 1,3% para 1168 milhões de euros, e o produto bancário cresceu 2,6% para 1706 milhões de euros.

Na atividade em Portugal, "o resultado líquido totalizou 115,2 milhões de euros até final de setembro de 2021, evidenciando um crescimento de 25,3% face aos 91,9 milhões de euros obtidos em igual período de 2020".

"Esta evolução foi, ainda assim, condicionada pela constituição da já referida provisão, no montante de 81,4 milhões de euros, para fazer face aos custos com o plano de ajustamento do quadro de pessoal em curso, na sequência da análise efetuada às necessidades do banco face à capacidade existente, tendo em conta também a adaptação dos modelos e processos de negócio às novas tecnologias", salienta o banco no mesmo comunicado.

Em termos consolidados, o banco registou um aumento de 5,3% do crédito performing (em situação regular), correspondente a mais 3,1 mil milhões de euros, dos quais 2,2 mil milhões de euros em Portugal. O crédito malparado caiu 800 milhões de euros.

Quanto aos recursos totais de clientes, aumentaram 7,3 mil milhões de euros.

O BCP anunciou ainda que fechou o mês de setembro com um rácio de capital total e um rácio CET1 fully implemented estimados de 15,2% e 11,8%, respetivamente, o que compara com 15,3% e 12,0%, em base comparável, "considerando o impacto esperado da venda da subsidiária suíça em curso".

Atualizada às 18H47 com mais informação

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