Retalho Alimentar

Lucros do dono do Pingo Doce sobem para 180 milhões até junho

Fotografia: Orlando Almeida/Global Imagens
Fotografia: Orlando Almeida/Global Imagens

Até junho o grupo investiu 295 milhões de euros e abriu mais de 100 lojas nas três geografias onde está presente

A Jerónimo Martins, grupo dono do Pingo Doce, fechou o primeiro semestre com lucros de 180 milhões de euros, uma subida de 3,9% em relação aos primeiros seis meses do ano passado.

Até junho o grupo gerou vendas de 8,4 mil milhões de euros, uma subida de 8,7% em relação ao período homólogo do ano passado. O EBITDA fixou-se nos 446 milhões de euros (+7,4%) “já considerando o impacto dos custos acrescidos decorrentes das revisões salariais na Biedronka e no Pingo Doce”, destaca o grupo em comunicado.

Nos primeiros seis meses do ano o grupo investiu 295 milhões de euros, mantendo-se o montante total de 700 a 750 milhões previsto para 2018. No semestre, o grupo abriu 104 novas lojas (80 adições líquidas), empregando o grupo 105.368 pessoas (mais de 6.600 face a junho do ano passado).

“As nossas insígnias mantêm-se focadas no crescimento de vendas e comprometidas a reforçarem as suas posições nos respetivos mercados. A Biedronka adicionou, no primeiro semestre, 2p.p. à sua quota de mercado, demonstrando agilidade e resiliência na forma como soube lidar como impacto inicial da proibição d e abertura de lojas ao domingo e preparar as condições para continuar a crescer. Na Colômbia, a Ara contínua focada na expansão e em ganhar relevância no mercado”, diz Pedro Soares dos Santos, CEO da Jerónimo Martins.

Quanto a perspectivas para este ano, o grupo considera que no mercado nacional, o “Pingo Doce e o Recheio estão bem preparados para prosseguir o reforço das suas posições de mercado e tirar proveito do ambiente favorável de consumo e no canal HoReCa”, já na Colômbia, “a Ara manter-se-á focada no ritmo de expansão para ganhar escala e prevê abrir 100 lojas no segundo semestre”.

Na Polónia, a Briedronka fechou junho com vendas de 5,8 mil milhões, uma subida de 8,6%, com 30 novas lojas (9 adições líquidas) e remodelou 87 localizações. Já a cadeia Hebe registou vendas de 94 milhões, uma subida de 25,9%, e abriu 20 novas localizações.

Em Portugal, “o sector do retalho alimentar manteve-se altamente competitivo e promocional”, destaca o grupo”, tendo a cadeia Pingo Doce registado no semestre “um sólido crescimento de 3,4% das vendas Like For Like (excluindo combustível), que, combinado com a expansão, levou a um aumento das vendas de 4,6% para 1,8 mil milhões de euros”.

O Recheio registou no semestre um aumento de 3,5% nas vendas, para 458 milhões. No período, o cash&carry abriu a loja em Corroios.

Na Colômbia, a Ara viu as vendas crescer 53,2%, para 283 milhões de euros. “A insígnia abriu 50 lojas nos primeiros seis meses de 2018, em linha com o plano de somar cerca de 150 lojas no ano, expandindo a rede para 439 localizações, devendo abrir mais 100 até ao final do ano. “Já em fase final de construção, o Centro de Distribuição de Bogotá deverá começar a operar no terceiro trimestre”.

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