Lucros dos CTT caem 38% para 3,7 milhões

O resultado líquido da empresa liderada por Francisco Lacerda recuou para os 3,7 milhões de euros no primeiro trimestre do ano.

Os resultados dos CTT recuaram quase 38% no primeiro trimestre deste ano para 3,7 milhões de euros, de acordo com a informação enviada à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) da empresa de serviço postal desceu 7,5% de janeiro a março para 21 milhões de euros "atingindo uma margem de 11,9% no primeiro trimestre de 2019. Esta evolução deveu-se ao desempenho do Correio e Outros (-3,0 milhões de euros) e do Expresso; Encomendas (-1,6 milhões de euros), que não foram compensados pelo crescimento nas áreas de negócio dos Serviços Financeiros (+2,5 milhões de euros) e do Banco (+0,3 milhões de euros)".

O Cash Flow operacional da empresa liderada por Francisco Lacerda passou de "-12 milhões de euros para +8,4 milhões de euros, em resultado de uma melhoria na gestão de fundo de maneio".

Em termos de segmentos, os rendimentos operacionais da área do Correio ascenderam a 122,1 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, o que representa uma quebra de 3,3% face ao mesmo período de 2018 "devido fundamentalmente à queda da receita de correio normal (-3,7 milhões de euros), azul (-0,7 milhões de euros), publicitário endereçado (-0,7 milhões de euros) e filatelia (-0,4 milhões de euros), atenuados pelo correio internacional de entrada (+1,7 milhões de euros)".

Da área do Expresso e Encomendas, os rendimentos operacionais atingiram os 36,7 milhões de euros até março, mais 2% que no período homólogo. Os rendimentos em Portugal subiram quase 1% para 22,9 milhões de euros, enquanto em Espanha situaram-se nos 13,3 milhões de euros e em Moçambique fixaram-se nos 0,5 milhões de euros, segundo o comunicado enviado ao regulador.

Já os rendimentos do Banco CTT alcançaram os nove milhões de euros no primeiro trimestre de 2019, mais 18,9% (+1,4 milhões de euros) em comparação com os primeiros três meses de 2018 "sobretudo devido ao crescimento da margem financeira (+1,0 milhões de euros) e das comissões recebidas (+0,7 milhões de euros), impactadas negativamente pelos pagamentos e transferências (-0,3 milhões de euros)".

"De destacar a performance operacional que permitiu um crescimento significativo de contas abertas para 379 mil contas (+124 mil do que no primeiro trimestre de 2018), a par com o robusto crescimento dos depósitos de clientes para 922,0 milhões de euros (+38,6%), e o crescimento da carteira de crédito habitação para 279,1 milhões de euros (+176,1% do que no primeiros trimestre de 2018 de carteira líquida de imparidades) e de produção de crédito ao consumo em 9,7 milhões de euros (+18,3% do que no primeiro trimestre de 2018). A integração da área de pagamentos CTT e Payshop nesta área de negócio contribuiu com 4,9 milhões de euros de rendimentos relacionados com pagamentos, -0,3 milhões de euros (-5,8%) face ao primeiro trimestre de 2018".

Os rendimentos operacionais de Serviços Financeiros situaram-se em 7,8 milhões de euros no primeiro trimestre de 2019, mais 31,1% que no mesmo período do ano passado.

No final do trimestre passado, a empresa tinha 12 075 trabalhadores, menos 119 que a 31 de março de 2018. "Reduziram-se os meios afetos às áreas de negócio de Correio e dos Serviços Financeiros e reforçaram-se as áreas de negócio de Expresso e Encomendas e Banco CTT".

Francisco de Lacerda, presidente executivo dos CTT, em comunicado enviado às redações, diz que: “os rendimentos deste trimestre mantêm a tendência de estabilização, com os serviços financeiros a apresentarem um bom crescimento, sobretudo devido ao impacto positivo do crescimento dos títulos de divida pública. Os rendimentos são também sustentados pelo Banco CTT, que continua a afirmar-se positivamente reforçado com a conclusão da aquisição da 321 crédito expectável para breve".

(Notícia atualizada pela última vez às 18:21)

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