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Lucros dos CTT recuam 26,8% para 15 milhões até março

Fotografia: Paulo Alexandrino / Global Imagens
Fotografia: Paulo Alexandrino / Global Imagens

Banco CTT e "perda das receitas da Altice", na ordem dos 2,5 milhões, com impacto negativo nos resultados trimestrais.

Os CTT fecharam março com lucros de 15 milhões, uma queda de 26,8% em relação aos primeiros três meses do ano passado, comunicou esta sexta-feira a empresa liderada por Francisco Lacerda.

Banco CTT e “perda das receitas da Altice”, na ordem dos 2,5 milhões, com impacto negativo nos resultados trimestrais, informa a empresa.

O operador postal viu no primeiro trimestre as receitas caírem 0,5%, devido à queda dos outros rendimentos operacionais, “nomeadamente o fim do acordo com a Altice com impacto de 2,5 milhões de euros no trimestre”. Até março as receitas operacionais fixaram-se nos 177 milhões de euros. Retirando o impacto do fim em dezembro do ano passado da parceria com o grupo dono da PT Portugal os rendimentos operacionais teriam crescido 0,9%, ou seja, mais 1,6 milhões de euros.

“Esta evolução reflete o crescimento dos rendimentos dos serviços financeiros (+1,7 milhões de euros) e do Banco CTT (+ 1 milhão) e do Expresso e Encomendas (+0,8 milhões de euros) dado que a, área de Correio registou uma ligeira queda de 0,8 pp, retirando, em 2016, o valor de 0,8 milhões de euros relativo à Altice”, explica os CTT.

A área de serviços financeiros registou um crescimento nas receitas de 5,3%, para 17,4 milhões de euros, com os produtos de dívida pública a serem os “principais catalisadores” do crescimento desta unidade no trimestre.

As colocações de Certificados do Tesouro Poupança Mais fixaram-se em 1,23 mil milhões, um crescimento superior a 47% face ao período homólogo, refere os CTT.

Banco CTT. Primeiras escrituras de casa foi a 17 de março

No trimestre os CTT investiram 1,9 milhões, menos 60,2% do que nos primeiros três meses do ano passado, período em que o operador aplicou 4,7 milhões na operação. Neste trimestre, 1,3 milhões desse montante foi aplicado nos sistemas informáticos (1,3 milhões) e o restante em obras e mobiliário para a adaptação das lojas para receber o Banco CTT.

Até março o Banco CTT registou receitas operacionais de 1,1 milhões. O banco abriu em 18 de março do ano passado, um ano depois está em 203 lojas CTT pelo país, tendo angariado mais de 150 mil clientes, e que abriram 114 mil contas de depósitos à ordem. O banco já captou depósitos acima de 331 milhões de euros. No crédito ao consumo, em parceria com o BNP Paribas PF, no primeiro trimestre o banco teve uma “produção de crédito pessoal de mais de 7 milhões de euros, superior ao total realizado pelo Banco CTT em 2016, e com mais de 14 mil cartões de crédito colocados no período, também superior aos cerca de 8 300 realizados no quarto trimestre de 2016”.

Em finais de janeiro, o Banco CTT avançou com oferta de crédito à habitação. Os CTT não revela quantos créditos foram já atribuídos, mas adianta que as “primeiras escrituras [foram] realizadas no passado dia 17 de março”.

O banco tem neste momento 177 trabalhadores, de um total de 12 162 no final de março, mais 116 (+1,0%) do que em 31 de março de 2016. “Verificou-se uma redução de 137 efetivos do quadro e um aumento de 253 contratados a termo. Nesta evolução tiveram especial impacto a redução de trabalhadores na área de negócio Expresso e Encomendas, como consequência do processo de integração das redes de distribuição e da otimização das redes integradas em Portugal, e a redução de trabalhadores nos serviços centrais dos CTT SA como consequência do programa de otimização de recursos humanos”, informa os CTT.

Os CTT tiveram 87,4 de milhões de gastos com pessoal (+5,3%), tendo o Banco CTT tido 1,8 milhões de gastos com pessoal. Globalmente, a empresa registou 148,9 milhões de euros de custos (+4,3%).

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