Lufthansa cresce na China para evitar crise na Europa

Lufthansa investe no mercado chinês
Lufthansa investe no mercado chinês

Com planos para crescer acima da média durante este ano, a China é a grande aposta da Lufthansa para fazer frente à crise europeia.

Na Ásia, a companhia já tem rotas para Banguecoque, Tóquio, Nova Deli, Singapura, Pequim e Hong Kong, e não esquece que ao contrário da Europa que enfrenta maiores dificuldades financeira, este é um “continente com milhares de pessoas, um PIB em crescimento e uma industria bem desenvolvida” que permite manter os números e evitar as dificuldades do velho continente.

Só na região da Ásia-Pacífico, a Lufthansa voa para 20 destinos em oito países, oferecendo um total de 145 voos semanais com partida ou chegada à Europa. E os planos estão a correr de feição: a nova rota Frankfurt-Hong Kong do Boeing 747-8 tem apenas cinco meses completos (abriu a 31 de março) e já está “a crescer acima das expectativas”, afirmou Andrew Bunn, diretor-geral para Hong Kong, sul da China, Macau e Taiwan.

“Está a ser muito bom a nível de passageiros e de resultado financeiro, muito acima das expectativas”, admitiu acrescentando que o objetivo inicial está a ser cumprido “com a maioria dos passageiros a serem chineses”. Além disso, “esta rota está a ter mais movimento nas classes económicas com um grande movimento de turistas deste segmento”.

“Não existem muitas opções acessórias na China para quem viaja para a Europa. É um destino sem grande concorrência para nós”, admite o responsável lembrando que “a China Airlines é a grande competição, mesmo com problemas”.

“Queríamos muito tornar-nos mais competitivos e agarrar este enorme mercado com milhares de oferta e poucas pessoas”, sublinhou em Hong Kong.

De qualquer forma, Andrew Bunn lembra que “não é só na aviação” que os alemães são bem sucedidos neste país. “Sentimos que os produtos alemães são muito respeitados aqui, a Alemanha é um dos maiores traders na China”, afirma lembrando a industria farmacêutica e automóvel.

*em Hong Kong, a jornalista viajou a convite da Lufthansa

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Fotografia: Arquivo/ Global Imagens

Transações de casas caíram 35,25% em abril. Preços começam a abrandar

Ramiro Sequeira TAP

Novo CEO da TAP diz ser vital ter “bom senso e calma” para tomar decisões

(JOSÉ COELHO/LUSA)

Cadeias de retalho contra desfasamento de horários. Aguardam publicação da lei

Lufthansa cresce na China para evitar crise na Europa