Logística

Luis Simões reforça operação em Espanha. Contrata 450 pessoas em 2020

José Luis Simões, presidente executivo do grupo Luis Simões. 
(Leonardo Negrão / Global Imagens)
José Luis Simões, presidente executivo do grupo Luis Simões. (Leonardo Negrão / Global Imagens)

Grupo logístico inaugura esta quarta-feira a segunda fase do centro de operações logísticas junto a Madrid. Marcelo Rebelo de Sousa estará presente.

O grupo Luis Simões vai reforçar a partir desta quarta-feira a presença no mercado espanhol. O operador português vai inaugurar esta quarta-feira a segunda fase do centro de operações logísticas em Guadalajara, junto a Madrid, e que corresponde a um investimento total acima dos 100 milhões de euros. O evento vai contar com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e servirá, entre outras novidades, para anunciar a contratação de mais 450 pessoas em Espanha em 2020.

Este investimento é o culminar de um projeto de investimento na região. Uma parte foi feita em 2017 e 2018 e que já está a funcionar. Agora, estamos na fase dois, que corresponde à primeira metade da nova unidade. Na parte três, o projeto ficará completo, completando a capacidade de resposta do nosso grupo no centro da Península Ibérica”, assinala José Luis Simões, presidente executivo do grupo logístico, em declarações ao Dinheiro Vivo.

José Luis Simões lembra que “Madrid tem um papel relevante para o grupo e já é o principal centro de atividades logísticas” na Península Ibérica. Com a abertura desta quarta-feira, o centro logístico de operações logísticas de Guadajara, em conjunto com o centro de Guadalajara, passa a ter capacidade para armazenar um total de 180 000 paletes. Este espaço concentra unidades logísticas que “anteriormente estavam dispersas”.

Futuro: Mais emprego

Mas o projeto deste centro logístico operacional da Luís Simões não vai ficar por aqui. Daqui a um ano, até ao final do primeiro trimestre de 2020, este espaço vai contar com um armazém totalmente automatizado. Mas essa novidade não vai implicar uma redução de empregos. Pelo contrário: “Daqui a um ano, teremos entre mais 400 e 500 pessoas. Vamos contratar pessoal local, com uma pequena equipa portuguesa, que está responsável por toda a instalação.”

José Luís Simões explica que com o processo de automatização da fábrica “é possível prestar serviço a mais clientes e acrescentar-lhe valor”. As pessoas que serão contratadas em 2020 vão tratar dos “trabalhos adicionais” no centro logístico operacional, através da colocação de rótulos, embalagens e etiquetas. As máquinas automáticas totalmente elétricas dentro dos armazéns ficam com o transporte das paletes.

Ainda em relação ao projeto de Madrid, o gestor português assegura que este projeto vai crescer nos próximos anos, a partir do interior dos armazéns. “No futuro, queremos colocar este centro com mais velocidade, o que nos permite aumentar a capacidade de colocação dos produtos e a sua expedição. Daqui a dois ou três anos ainda vamos continuar a crescer dentro destas naves.

O centro de operações logísticas de Guadalajara é um dos 25 espaços deste género que pertencem ao grupo Luís Simões. A empresa logística dá emprego a 2500 pessoas e conta com uma frota de 2100 veículos.

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