Revive

Lux Mundi vai investir 7,5 milhões para transformar Quartel do Carmo em hotel

Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo.
( Álvaro Isidoro / Global Imagens )
Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo. ( Álvaro Isidoro / Global Imagens )

O Quartel do Carmo, na cidade açoriana da Horta, vai ser reabilitado em transformado num hotel de quatro estrelas. Imóvel integra o programa Revive.

É conhecido como Quartel do Carmo mas, na verdade, foi concebido para ser um convento. A construção deste imóvel na cidade da Horta, na ilha açoriana do Faial, começou no século XVII, para servir de Convento da Ordem das Carmelitas, por influência da esposa do capitão-mor Francisco Gil da Silveira. Já no século XX foi alvo de obras de recuperação para poder receber a Companhia de Infantaria da Horta e agora vai ser transformado num hotel.

Este imóvel integrava a lista inicial do programa Revive, que visa dar uma segunda vida a património cultural e histórico devoluto através da concessão a privados para o desenvolvimento de projetos turísticos. O concurso foi concluído e o imóvel adjudicado à empresa Lux Mundi, que já tem hotéis em Fátima, Lisboa e Porto.

“O investimento estimado para a recuperação do imóvel é de 7,5 milhões de euros, para a construção de um hotel com pelo menos 4 estrelas. O novo hotel tem abertura prevista para 2021”, pode ler-se no comunicado da secretaria de Estado do Turismo. “O imóvel situa-se num planalto da cidade da Horta, com vista privilegiada sobre o porto e tendo como horizonte o mar e a ilha do Pico. O imóvel será concessionado durante 50 anos para exploração para fins turísticos”.

O documento da secretaria de Estado indica ainda que “o concurso relativo ao Convento do Carmo, em Moura, está também em fase de conclusão, tendo recebido duas propostas” e que “o concurso para a concessão do Forte da Ínsua, em Caminha, será formalmente lançado na próxima segunda-feira, dia 5”.

Mais 15 imóveis

Na semana passada, o governo lançou a segunda edição do Revive, com mais 15 imóveis, como o Dinheiro Vivo tinha já avançado. Há três anos (2016), quando o governo lançou esta iniciativa, a lista contava com 33 imóveis, tendo já sido lançados 17 concursos e estando sete já adjudicados, o que representa um investimento superior a 54 milhões de euros, de acordo com números citados recentemente pelo ministro da Economia.

Os 15 novos imóveis que integram esta lista de imóveis que vão ser transformados para a atividade turística são:
– Palacete Viscondessa de Santiago do Lobão, no Porto
– Fortaleza da Juromenha, no Alandroal
– Mosteiro de S. José, em Évora
– Forte Velho do Outão, em Setúbal
– Casa do Outeiro, em Paredes de Coura
– Castelo de Almada, em Almada
– Fortaleza da Torre Velha, em Almada
– Forte da Cadaveira, em Cascais
– Quinta do Cabo das Lezírias, em Vila Franca de Xira
– Edifício Pombalino na Praça do Comércio, em Lisboa
– Casa da Igreja, em Mondim de Basto
– Quartel das Esquadras, em Almeida
– Centro Educativo de Vila Fernando, em Elvas
– Casa das Fardas, em Estremoz
– Palacete Conde Dias Garcia, em S. João da Madeira

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