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Lyft, rival da Uber, negoceia compra da Cabify e entrada nos países latinos

Cabify chegou a Portugal em maio de 2016. Fotografia: DR
Cabify chegou a Portugal em maio de 2016. Fotografia: DR

O processo decorre há vários meses e surge num momento decisivo para a Cabify, que enfrenta forte concorrência da Uber e dos chineses da Didi.

A plataforma de transportes Lyft, a maior rival da Uber nos Estados Unidos e Canadá, pode entrar nos próximos tempos em Portugal e nos países latinos. A empresa norte-americana está a negociar a compra da Cabify e a operação pode chegar aos três mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros), de acordo com a informação avançada esta sexta-feira pelo jornal El Confidencial.

O processo decorre há vários meses e surge num momento decisivo para a Cabify, que enfrenta forte concorrência da Uber e dos chineses da Didi, sobretudo na América do Sul. Isto implica que ou a empresa fundada em Espanha tentar obter mais financiamento para tentar ‘bater o pé’ a estes adversários ou tenta passar para as mãos da Lyft.

A Cabify, para já, parece estar interessada na venda, porque já decorreram reuniões em Madrid entre a administração da Lyft e os líderes da plataforma espanhola, que chegou a Portugal em 2016. Mas a decisão final poderá ser tomada só daqui a alguns meses: “as conversações estão avançadas mas não é iminente que acabem as negociações, e ainda podem cair. Se não houver problemas, a operação poderá ficar fechada entre o final deste ano e o primeiro semestre de 2019”, refere fonte próxima do processo à mesma publicação.

A Cabify, no início do ano, tornou-se na primeira startup ‘unicórnio’ de Espanha, ao apresentar uma avaliação superior a mil milhões de dólares.

A Uber também terá manifestado interesse na compra da Cabify, mas os contactos não tiveram sucesso: a empresa espanhola e a Lyft têm como acionista comum os japoneses do ecommerce Rakuten, que estão muito interessados na união destas plataformas porque conseguem, de uma só vez, entrar na Península Ibérica e na América Latina.

A fusão também poderá ser benéfica para a Lyft, porque antes de entrar no mercado de capitais poderá tornar-se numa plataforma global de transportes e não se centrar apenas nos Estados Unidos e Canadá.

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