Macedo: CGD vai passar por "mudança radical" na estrutura de custos e receitas

CEO explicou que agora vai ser exigido à CGD uma redução de custos de 20% entre hoje e 2020 e um corte no custo do risco para menos de 0,6%

Paulo Macedo considera o plano estratégico negociado com Bruxelas para a CGD como "uma mudança radical em termos de estrutura de proveitos e de custos" em relação ao histórico do banco público. Isto porque recapitalizar o banco não chega, é preciso mudar o perfil do mesmo, explicou.

"É um plano ambicioso, um bom ponto de partida, que representa uma mudança radical em termos de estrutura de proveitos e custos da CGD", começou por apontar o novo CEO do banco. "Se não mudarmos a política de risco, se não tivermos novas formas de conceder créditos e um maior rigor, então não teremos o futuro que queremos para a Caixa", disse.

Paulo Macedo explicou de seguida que a partir de agora vai ser exigido à CGD uma redução de custos de 20% entre hoje e 2020, um corte no custo do risco para menos de 0,6% e uma maior resiliência, com a CGD a ter que chegar ao final de 2020 com um CET1 de pelo menos 14% e uma rentabilidade igual ou superior a 9%.

O presidente executivo do banco explicou ainda que o banco está pronto a pedir a aprovação do avanço da emissão de dívida - de 500 milhões de euros -, com a CGD a prever realizar já nas próximas semanas um roadshow para captar investidores, de forma a concretizar a recapitalização.

 

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