Grande Conferência Empresas na Caixa

Made in Portugal. Boss e Armani gostam

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A Fitecom produz tecidos para fazer roupa e os artigos que fabrica
têm quase todos a lã como principal matéria-prima. No mundo dos
tecidos desde 1993, é responsável por toda a produção, desde a
fiação à tecelagem, da tinturaria ao acabamento. Entre 1995 e
1998, foi alvo de uma grande reconversão tecnológica e em 2000
inaugurou o parque industrial de Tortosendo, na Covilhã.

A empresa distingue-se pela sua forte componente científica e
vários engenheiros sustentam as diversas secções – completamente
robotizadas. Aliada a esta tecnologia, sempre garantida por
equipamentos de última geração, a empresa dispõe de um
laboratório de controlo de qualidade online de toda a linha de
produção e mantém dinâmica uma área de investigação com
projetos em parceria com universidades e instituições privadas. Na
investigação, tem desenvolvido inúmeras inovações, incluindo os
tecidos que variam de temperatura consoante a estação do ano para
combater o frio ou o calor, antifogo ou, mais simplesmente, tecidos
de lã com toque de algodão.

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João Carvalho, presidente do Conselho de Administração da
Fitecom, diz que, “fruto desta aposta, a empresa tem uma qualidade
que cativa os clientes pelo mundo fora”. E é para o exterior que
envia 98% da produção. A Fitecom tem no seu portfólio clientes
como a Hugo Boss, a Armani, a Zara e a Tommy Hilfiger. Opera em toda
a Europa, na China, no Paquistão e na Indonésia, onde coloca, entre
outros, o tecido tipo shetland, um produto tipicamente inglês em que
se tem especializado. Mais recentemente, está a tentar conquistar o
mercado norte-americano e para isso tem marcado presença numa das
principais feiras do sector, a Première Vision em Nova Iorque.

Cliente da Caixa há mais de 15 anos, a Fitecom tem no banco
estatal “um dos principais parceiros financeiros desta empresa”,
sublinha João Carvalho. “Foi a CGD que nos financiou o grande
projeto de reconversão tecnológica em 1998 e temos mantido sempre
uma parceria de negócios pautada pelo rigor e qualidade”, diz o
presidente da empresa que, em 2012, faturou cerca de 13 milhões de
euros e que tem previsto, a curto prazo, duplicar o volume de
negócios com a conquista de novos mercados.

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