Maior fundo soberano do mundo deixa de investir em empresas petrolíferas

O Governo norueguês anunciou esta sexta-feira que o Fundo de Pensões Global do Estado deixará de investir em empresas dedicadas à exploração e produção de petróleo e gás para reduzir a exposição da Noruega ao petróleo.

O investimento, daquele que é considerado o maior fundo soberano do mundo no setor petrolífero, segundo as agências de notícias internacionais, representa cerca de 6% do total da sua carteira num valor de cerca de 320.000 milhões de coroas (cerca de 32.629 milhões de euros).

O fundo investe no exterior os lucros obtidos pelas atividades no setor do gás e do petróleo na Noruega.

"O objetivo é reduzir a vulnerabilidade, o nosso bem comum à queda permanente do preço do petróleo. É mais apropriado vender companhias que exploram e produzem petróleo", sublinhou num comunicado a ministra das Finanças norueguesa, Siv Jensen.

Essas empresas serão eliminadas do Fundo de forma gradual de acordo com o banco público Norges Bank Investment Management (NBIM), encarregado de gerir o fundo, uma vez que a decisão seja aprovada pelo Parlamento, no qual o executivo tem maioria absoluta.

Este banco público propôs em finais de 2017 ao Governo eliminar do seu índice de referência as empresas petrolíferas e de gás para reduzir a sua exposição aos preços voláteis.

O Governo conservador norueguês sublinhou que a decisão "não reflete nenhum ponto de vista específico sobre o preço do petróleo, a futura rentabilidade ou a sustentabilidade do setor" e é independente da atual política petrolífera da Noruega, principal exportador de petróleo e gás da Europa ocidental.

"A indústria petrolífera continuará a ser durante muitos anos uma indústria importante e principal na Noruega. As receitas do Estado da placa continental são consequência da rentabilidade das atividades prospetivas e produtivas. Esta medida é sobre diversificação", refere o comunicado.

O Fundo, que tinha em 31 de dezembro último um valor de 8,26 biliões de coroas (cerca de 845.550 milhões de euros), apresentou no mês passado um resultado negativo referente a 2018 de 85.000 milhões de coroas (cerca de 49.648 milhões de euros), a segunda maior perda da sua história.

O balanço atribuiu o resultado à debilidade do mercado de valores, no qual o Fundo coloca dois terços do total investido, que provocou um decréscimo médio de 6,1% no rendimento dos seus investimentos.

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