Imobiliário

Maioria das casas reabilitadas em Lisboa são de luxo

No edifício Liberdade 238, junto ao Marquês de Pombal, os preços superam os dois milhões de euros. Foto: DR
No edifício Liberdade 238, junto ao Marquês de Pombal, os preços superam os dois milhões de euros. Foto: DR

Estudo da Prime Yield revela que os preços de venda praticados nos empreendimentos reabilitados em Lisboa oscilam entre 3.040 10.044 euros/m2.

O número de projetos de reabilitação urbana em Lisboa aumentou nos últimos dois anos, muito por causa do aumento do interesse dos investidores estrangeiros na capital, mas a maior parte dos projetos realizados até à data são de casas de luxo, ou seja, com preços proibitivos para a maior parte dos portugueses.

“À exceção dos programas de incentivo à reabilitação da Câmara de Lisboa, como o Reabilita Primeiro Paga Depois, todos estes empreendimentos reabilitados são direcionados para um segmento alto porque dada a localização, os custos de compra dos terrenos ou dos prédios devolutos e ainda da reabilitação em si, a única forma do investidor ter rentabilidade é colocar os preços altos”, disse o diretor executivo da Prime Yield, José Manuel Velez.

Esta consultora imobiliária apresentou esta quinta-feira um estudo sobre a reabilitação para habitação em Lisboa e concluiu que os preços de venda praticados oscilam entre 3.040 euros/m2 e 10.044 euros/m2, sendo que os apartamentos mais caros estão na zona do Chiado, Baixa e Avenida da Liberdade e custam, em média, 6.089 euros/m2.

Ora, os preços de um apartamento dito “normal” na cidade, seja novo ou usado, não ultrapassam os três mil euros/m2, salvo em algumas zonas e/ou empreendimentos específicos, como o Parque das Nações, Telheiras, Avenidas Novas ou mesmo no centro histórico. Aliás, os valores andam muito mais próximos dos 1.700 ou dois mil euros por m2.

Contudo, diz José Velez, “a verdade é que há procura para estas casas mais caras” e não só todos os 775 apartamentos em análise estavam para venda no momento do estudo, cujo levantamento foi feito no último trimestre de 2015, como cerca de 50% já estavam vendidos ou em fase avançada de comercialização.

Mais, acrescenta ainda o presidente da Prime Yield, já não são apenas estrangeiros interessados em comprar, começando também a aparecer muitos portugueses. Mas enquanto os estrangeiros querem estas casas para viver ou para fazer negócio, colocando-as no mercado do arrendamento, também de luxo, os portugueses são olham para a oportunidade de negócio, ou seja, pela possibilidade de colocarem essa casa para arrendamento de longa ou de curta duração (turismo).

Da mesma forma, começam já a aparecer mais portugueses a investir em reabilitação e a fazer projetos, ainda que haja muitos estrangeiros a fazê-lo, aliciados pelo rendimento que vão tirar desse investimento. Principalmente se for para venderem casas a mais de seis mil euros/m2, o que será sempre entre 300 mil e dois milhões de euros, tendo em conta a dimensão da casa.

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