Maioria dos executivos seniores acredita que haverá recessão em 2023

Pesquisa indica que pessimismo é mais prevalecente na região EMEA e muitos consideram que a crise chega já este ano.

A maioria dos executivos seniores antecipa que as economias entrarão em recessão em 2023, segundo uma nova pesquisa publicada pela IDC. A consultora entrevistou executivos de topo em empresas de todo o mundo e os dados são inequívocos: 59% acreditam que haverá uma recessão no próximo ano.

Destes, 30% temem que já estejamos em crise e 26% acreditam que pode começar já na segunda metade de 2022.

"Dados os muitos fatores que estão a contribuir para um abrandamento do crescimento - inflação persistente, taxas de juro crescentes, problemas logísticos continuados, uma potencial crise energética na Europa e o conflito na Ucrânia - não é surpreendente que a maioria dos executivos acredite que uma recessão é iminente", disse o analista Tony Olvet.

A pesquisa mostra que são os executivos de empresas na região EMEA - Europa, Médio Oriente e África - que apresentam maior pessimismo. Embora as expectativas de crise se verifiquem nos empresários de todas as regiões, a "resposta mais forte" veio da EMEA, onde quase três quartos dos inquiridos disseram esperar uma recessão no próximo ano.

A IDC indica que as maiores diferenças residem no timing - enquanto os executivos na EMEA apontam mais para 2023, quase metade dos inquirido na América do Norte dizem que já estamos em recessão e 44% na Ásia-Pacífico apontam para a segunda metade do ano.

No que respeita à duração, a generalidade espera uma recessão de um ano ou mais.

Para enfrentar a crise, a IDC aponta para a necessidade de acelerar a transformação digital.

"Os CEO, em particular, precisam de orientar as suas organizações nos períodos de abrandamento económico sem perderem de vista os objetivos de longo prazo, e para a maioria dos CEO isso requer uma estratégia primeiramente digital", referiu Tony Olvet.

Essa parece ser uma mensagem compreendida por parte das empresas, já que mais de um terço dos inquiridos disse que os seus orçamentos de TI vão aumentar. Aliás, foram os executivos na EMEA a mostrarem-se mais otimistas quanto ao crescimento do orçamento alocado às tecnologias.

"No ambiente macroeconómico atual, há indicadores de abrandamento do crescimento e sentimentos dos executivos de negócio que expressam receios de uma potencial recessão", notou a analista Teodora Siman. "Ninguém pode prever o futuro com confiança, mas toda a gente pode aprender com o passado.

"Tão recentemente quanto 2020, vimos as organizações que investiram em tecnologia e modelos de negócio digitais a emergirem da pandemia à frente dos seus concorrentes", salientou. "Investir em tecnologia antes de uma crise económica pode ajudar a detetar ineficiências em processos e a aumentar a agilidade do negócio, preparando uma organização para gerir os novos riscos do mercado."

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