Mais de 100 empresas nacionais presentes na Maison & Objet. Objetivo? Exportar

114 empresas nacionais da fileira da casa estiveram na Maison & Objet, que decorreu em Paris de 19 a 23 de janeiro.

Mais de uma centena de empresas nacionais estiveram presentes na Maison & Objet, feira que decorre duas vezes por ano na região de Paris, e junta profissionais dos setores da decoração, mobiliário, têxteis-lar, iluminação, acessórios e cozinha. Este ano eram esperados 85 mil visitantes e 3 mil marcas, segundo a apresentação na página internet do evento que termina esta terça-feira.

A Vista Alegre, a ALeal e o Grupo Covet (Cova do Lobo) são algumas das marcas/empresas nacionais presentes no Pavilhão das marcas de luxo, um dos oito que compõem a feira. São três das 114 empresas nacionais da fileira da casa (do mobiliário, objetos, iluminação ou cutelaria) que este ano marcaram presença na feira que ocorre num dos grandes mercados de exportação nacional. A fileira da casa representa 3,5% das exportações nacionais, sendo constituído por um universo de 6 mil empresas e mais de 42 mil postos de trabalho diretos, com um valor anual de exportações superior a 1,7 mil milhões de euros, adiantou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, durante a sua visita no sábado ao espaço de eventos.

Até setembro, só o mobiliário atingiu exportações de 1,3 mil milhões de euros, com França e Espanha a serem os principais mercados para as marcas nacionais. Fora do mercado europeu, os Estados Unidos é o mercado mais relevante, de acordo com dados divulgados pelo Gabinete do Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Na Vista Alegre, que também esteve presente com um stand da Casa Alegre (a marca lançada em janeiro do ano passado está presente pela primeira vez no evento) e da Bordallo Pinheiro, é exemplo de uma empresa nacional em que o mercado internacional tem vindo a ganhar peso. As contas do ano passado ainda não são conhecidas, mas o mercado externo deverá representar 72% das receitas, uma subida face aos 68% registados até setembro. Na feira, a companhia veio apresentar uma nova área de negócio, iluminação de cerâmica e vidro, que em três anos poderá vir a representar entre 3 a 5% das receitas da empresa.

Na Aleal o peso do mercado externo ainda é mais avassalador. "Tem um peso muito significativo, neste momento, somos 99% exportadora", adiantou Sandra Leal, chief marketing officer da empresa de imobiliário da Parede. "Temos um bom balanço em relação a todos os mercados. Estamos presentes em todos os países da Europa e um bocadinho por todo o mundo, Rússia, Estados Unidos, África, como Nigéria, Senegal, Moçambique", precisa. "A intenção da feira é fidelizar os clientes que já temos e encontrar pequenos novos mercados que podem eventualmente surgir", refere. "Há interesse, temos tido um bom feedback."

O Covet Group já é presença familiar na feira parisiense. Este ano o grupo sedeado no Porto está com 11 marcas. "Um dos novos projetos com que estamos é a Preggo, a nossa unidade de produção. Estamos a abrir portas ao mercado internacional enquanto unidade produtiva, para peças que podem nem ser das nossas coleções. É um conceito novo que estamos a desenvolver e também a Covet Store que, quer transmitir o conceito de loja de rua e que conseguimos, com todas as marcas, construir uma loja com todas as soluções", explica Pedro Cardoso, chief business officer do Covet Group.

À feira o grupo trouxe igualmente o projeto Brhands, uma fundação "que tenta elevar mais ainda o trabalho dos artesãos que temos em Portugal. Artes antigas que tínhamos em Portugal e que estamos a trazer para o mercado internacional", diz.

"O mercado internacional é muito significativo, cerca de 85% da nossa faturação é externo", diz. Estados Unidos, França, Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Itália, Rússia são os mercados mais representativos.

O grupo só em mercadoria faturou o ano passado 17 milhões de euros, mais 10% do que em 2016, com o volume de negócios na ordem dos 24 a 25 milhões de euros. "Vamos tentar apostar para ultrapassar os 20 milhões , contudo o maior foco será na otimização e melhoramento do contacto com o cliente", diz. São cerca de 500 colaboradores que fazem parte do grupo que vai investir 50 milhões de euros até 2020 num novo pólo industrial em Gondomar, Porto.

*Jornalista viajou a Paris a convite da Vista Alegre

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