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Mais de 100 empresas portuguesas apostam no México

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O México foi em 2017 o 24º maior cliente de Portugal, com o valor das exportações a atingir os 284 milhões de euros.

Não é um parceiro de trocas por excelência. Do outro lado do Atlântico, as empresas portuguesas ainda são fiéis ao Brasil. Mas há cada vez mais investidores nacionais atentos ao México. Os números da Aicep revelam que são mais de 100 as empresas portuguesas que escolheram instalar-se no país que a partir de agora será governado por Andres Manuel Lopez Obrador.

Nos últimos anos, o México começou a ser opção para empresas nacionais do sector das tecnologias e inovação. Mas segundo a Aicep, há também várias empresas ligadas às áreas de equipamentos e produtos industriais, indústria automóvel, construção e obras públicas, energia e ambiente que escolheram o México como destino.

Há precisamente um ano, foram 41 as empresas portuguesas que acompanharam o presidente Marcelo Rebelo de Sousa numa visita ao México. Algumas ficaram. A Vista Alegre abriu em junho uma filial no país, e acredita que em cinco ou sete anos o país pode representar 4% da faturação total do grupo.

Para a Mota-Engil, que inaugurou há um ano instalações novas na cidade do México, o mercado vale 45% do volume total de negócios. Até a EDP, através da Renováveis, tem reforçado a aposta no país: em 2016 investiu 278 milhões de dólares num parque eólico. Já a GLN, do Grupo Gestmin, investiu 2,5 milhões de dólares na construção de uma fábrica de moldes para o setor automóvel em Querétaro.

Desde janeiro que a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Mexicana tem em marcha o projeto Portugal Conect, que pretende reforçar as relações comerciais entre os dois países. As primeiras delegações empresariais partiram em janeiro e abril. A próxima missão está prevista para outubro, sendo que as PME que integrem o projeto recebem de volta 50% dos custos.

O México foi em 2017 o 24º maior cliente de Portugal, com o valor das exportações a atingir os 284 milhões de euros. Houve no total 768 empresas nacionais a vender produtos ou serviços para o México. A balança comercial é, aliás, favorável a Portugal, que no ano passado importou 143 milhões de euros em bens made in México. O país é o 44º fornecedor da economia nacional e envia maioritariamente combustíveis minerias, plásticos e produtos agrícolas.

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