Dívida

Mango estará a renegociar dívida e abre porta à venda

Fotografia: D.R.
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A Mango está a negociar com a banca dívida de 500 milhões de euros, segundo o El Confidencial, e introduziu uma cláusula que abre a porta à venda

Em meados da década de 80 do século passado nascia a Mango, marca de roupa espanhola, pela mão de Isak Andic. E é precisamente Isak Andic, CEO da empresa e um dos maiores acionistas, que estará a encetar negociações com a banca para renegociar dívida no valor de 500 milhões de euros, de acordo com o jornal espanhol El Confidencial, que cita fontes próximas do empresário catalão.

Os líderes da cadeia de roupa estiveram reunidos com o Santander, CaixaBank e Sabadell para alargar o prazo do passivo da empresa. O jornal detalha que cerca de 170 milhões de euros em dívida vencem no próximo exercício e o remanescente vence dentro de dois anos.

A Mango vai ainda tentar baixar as taxas de juro da dívida atual. No entanto, este aspeto, necessário para baixar os custos financeiros do grupo, está dependente da evolução das contas da companhia. No ano fiscal de 2016/2017 a firma teve prejuízos.

As negociações estão ainda numa fase inicial. Contudo, e de acordo com o jornal, a capacidade de geração de caixa da companhia deverá permitir que este processo seja concretizado.

Venda em cima da mesa?

Neste processo de negociação com a banca, deverá ser incluindo num novo empréstimo sindicado com uma cláusula habitual neste tipo de financiamento, mas que nunca esteve presente no caso da Mango, avança o El Confidencial. Em causa está a questão de “mudança de controlo”, uma terminologia utilizada quando, explica a mesma fonte, o proprietário vende a sua empresa e os credores podem exigir o cancelamento do crédito e renegociá-lo com o comprador.

A introdução desta cláusula está a ser vista como um primeiro passo para uma eventual venda da firma. Algo que, adianta o El Confidencial, pode ser interpretado como um passo natural dada a idade Isak Andic e as questões ao nível da sucessão que existem na companhia.

O irmão do CEO da Mango regressou à empresa depois de se ter reformado e as decisões do filho do líder – vice-presidente do grupo – não têm surtido o efeito desejado, avança o jornal.

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