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Marão. Costa cita Miguel Torga e elogia Sócrates

O primeiro-ministro, António Costa. Fotografia: António José/Lusa
O primeiro-ministro, António Costa. Fotografia: António José/Lusa

Primeiro-ministro defende que obra vai abrir região à Europa. Já Sócrates acusou Passos Coelho de "insensibilidade".

O primeiro-ministro António Costa elogiou hoje o antigo primeiro-ministro José Sócrates e os responsáveis pela obra do Túnel do Marão, que demorou sete anos a ser construído e está estar tarde a ser inaugurado.

“Quero, na pessoa do senhor engenheiro José Sócrates, saudar hoje todos os que, desde 2007, nos sucessivos Governos, contribuíram para que esta obra fosse construída”, afirmou o primeiro-ministro.

No seu discurso de inauguração, António Costa lembrou que o túnel é “uma homenagem à gente de Trás-os-Montes”. “Este é um dia histórico para o país”, frisou, dizendo que “é preciso fazer agora o resto”, ou seja, ter uma “nova visão estratégica desta região no espaço nacional”.

Citando Miguel Torga, com a expressão “para lá do Marão mandam os que lá estão”, o primeiro-ministro frisou que a maior proximidade de Trás-os-Montes não significa que todas as decisões sejam tomadas “no Terreiro do Paço”, esperando que o projeto dê “um novo impulso à descentralização”.

Costa diz que espera que o túnel do Marão permita que Trás-os-Montes deixe de ser o interior do país para passar a ser a porta de entrada para a Europa, aproximando esta região a Espanha e ao centro da Europa, diminuindo as desigualdades e tornando o país “mais coeso e com mais crescimento”.

Sócrates acusa Passos de “insensibilidade”

Apesar da presença de António Costa e de vários ministros e secretários de Estado do atual Governo quem brilhou foi o antigo primeiro-ministro José Sócrates. Entrevistado várias vezes pelos jornalistas no local, Sócrates, que lançou o projeto do túnel do Marão, acusou o antigo primeiro-ministro Passos Coelho de não ter compreendido a importância e o “simbolismo” da obra.

“Creio que não compreendeu a importância da obra. Nessa medida fico espantado. Considero isso uma tamanha insensibilidade”, acusou.

Já Pedro Passos Coelho recusou estar presente, dizendo aos jornalistas que nunca esteve em inaugurações.

 

 

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