Presidência

Marcelo de visita ao México com novos investimentos na bagagem

Fotografia: Lusa
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Vista Alegre vai criar uma empresa no México; a GNL inaugura uma fábrica na quarta-feira, aproveitando visita do Presidente

Há cada vez mais empresas portuguesas a investir em força no México. Mota-Engil, EDP Renováveis, GLN, Vista Alegre, são alguns dos grupos empresariais que levam na bagagem planos para fazer crescer os negócios durante a visita que Marcelo Rebelo de Sousa realiza a partir de hoje à segunda maior economia da América Latina. Uma visita que o próprio Presidente da República descreveu “com uma tonalidade económica muito forte”. O México já vale hoje 270 milhões de euros para as exportações portuguesas.

Para a Mota-Engil, que inaugura esta semana as suas instalações na Cidade do México, com a presença de Marcelo, o país latino-americano tem já um peso de 45% no volume total de negócios. Só na construção (estando o grupo presente em muitos outros setores), “a carteira de encomendas de 800 milhões de euros antecipa um crescimento do volume de negócios para 2017 e 2018”. A EDP Renováveis investiu, no ano passado, 278 milhões de dólares no seu primeiro projeto no México, um parque eólico com uma capacidade instalada de 200 MW .

E a GLN, do Grupo Gestmin, investiu 2,5 milhões de dólares na construção de uma nova fábrica de moldes para o setor automóvel no estado mexicano de Querétaro, que será inaugurada já na quarta-feira. A empresa prevê atingir naquele mercado um volume de negócios de dois milhões de dólares até ao final do ano. “Estamos muito confiantes de que o volume de negócio da nova fábrica da GLN atinja rapidamente os cinco milhões de dólares”, referiu o CEO, João Bento, em declarações ao Dinheiro Vivo.

Para a Vista Alegre, 2017 será também um ano em grande no México, confirmou ao Dinheiro Vivo o administrador Nuno Barra. Depois de ter identificado o país como um mercado prioritário de exportação, será agora criada a VA México, com centro logístico próprio, uma equipa comercial e a parceria com uma marca de luxo mexicana para abrir portas à empresa em toda a América Latina. “O mercado mexicano apresenta um enorme potencial para a Vista Alegre nos segmentos de retalho, hotelaria e corporate”, refere Nuno Barra.

Em paralelo à visita de Estado e à agenda política de Marcelo Rebelo de Sousa, que inclui um encontro com o homólogo Enrique Peña Nieto, a AICEP organizou uma missão e um fórum empresarial para estes dois dias, com cerca de quarenta empresas, entre elas a Mota-Engil, grupo Visabeira, a farmacêutica Bial, EDP Renováveis, Efacec, Millennium BCP, Santander Totta, Vista Alegre, Siroco, VivaFit, a tecnológica WeDo e a Revigrés, entre outras.

Apesar de não fazer parte desta visita, o Dinheiro Vivo sabe que também a Sonae planeia investir mais no México, país onde está representada pela Sonae Sports & Fashion, a corretora de seguros MDS e duas tecnológicas da Sonae IM, Wedo Technologies e S21SEC. Da mesma forma, o Millennium BCP não esconde o seu interesse e “considera o México como um país muito interessante para a internacionalização das empresas portuguesas”.

Para a Presidência da República, esta viagem constitui uma oportunidade para “demonstrar que Portugal é um parceiro com relevância no mercado europeu e apontar caminhos para uma mais estreita e sólida relação entre empresas de Portugal e do México”. “ Há espaço para mais empresas, em diversos setores como, por exemplo, a economia do mar, a saúde ou tecnologias da educação”, disse ao Dinheiro Vivo fonte da Presidência, acrescentando que caberá a Marcelo “destacar o potencial existente na relação entre os dois mercados”.

Na América Latina, o México foi, em 2016, o segundo cliente de Portugal (depois do Brasil) e o terceiro fornecedor (depois do Brasil e da Colômbia). A balança comercial de bens também é favorável a Portugal, com um saldo comercial de 70,1 milhões. De acordo com a AICEP, há mais de 700 empresas a exportar para o México e outras cem que já operam diretamente no mercado. “A visibilidade que a visita do Presidente vai dar ao interesse do México em fazer negócios e contratar fornecimentos com empresas portuguesas será muito importante”, afirmou Miguel Gomes da Costa, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Mexicana.

Em outubro, uma nova comitiva empresarial portuguesa com “pesos-pesados” partirá para o México. De acordo com o responsável da CCILM, está também prevista, para 2018, uma “missão inversa”, ou seja, “trazer a Portugal empresários mexicanos para potenciar investimentos no nosso país e constituir parcerias para entrada noutros mercados europeus e africanos, como Angola e Moçambique”.

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