Marcelo e Costa cumprem promessa e voltam à Autoeuropa

Presidente da República e primeiro-ministro visitam fábrica portuguesa do grupo Volkswagen na sexta-feira para celebrar os 30 anos da primeira pedra.

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa vão voltar à Autoeuropa na sexta-feira. Presidente da República e primeiro-ministro irão visitar em conjunto, pela terceira vez, a fábrica da Volkswagen em Portugal, segundo o anúncio feito nesta quarta-feira. Marcelo e Costa vão cumprir a promessa deixada na última visita, em maio de 2020.

"Estabeleceu-se uma nova tradição, que, na Autoeuropa, o primeiro-ministro e o Presidente da República vêm em conjunto. Foi assim em 9 de dezembro de 2016, no primeiro ano de mandato do senhor Presidente da República; foi agora também, no último ano do atual mandato do Presidente da República. [...] E como não há duas sem três, cá poderemos voltar outra vez", desafiou o primeiro-ministro na altura.

António Costa, na altura, acabou por não ser obstáculo à recandidatura presidencial de Marcelo e disse mesmo que tinha uma "boa data simbólica" para a terceira visita em conjunto. "Se viemos cá no primeiro ano do primeiro mandato, se viemos cá no último ano do atual mandato, a terceira data é óbvia: é no primeiro ano do próximo mandato do Presidente".

Essa data será na sexta, 26 de novembro, com o pretexto da comemoração dos 30 anos da primeira pedra da fábrica de Palmela, em 3 de dezembro de 1991.

A celebração de sexta também irá contar com a presença do ministro da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira.

Mudança de líder

A visita de dia 26 também será o último ato oficial de Miguel Sanches como diretor-geral da Autoeuropa. O português vai assumir a função de vice-presidente de operações da Volkswagen do Brasil e da região da América do Sul.

A partir de 1 de dezembro, a fábrica será liderada pelo alemão Thomas Hegel Gunther, 48 anos, e que desde 2018 ocupava o cargo de diretor de controlo de produção e logística da marca Volkswagen.

O gestor vai dirigir a fábrica numa altura em que a indústria automóvel enfrenta a crise de semicondutores. À conta disso, até setembro deste ano, a fábrica de Palmela da Volkswagen produziu 145 899 unidades, mais 9,2% face ao período homólogo do ano passado mas ainda abaixo dos números referentes a 2019, ano pré-pandemia.

Em declarações à página da Autoeuropa, o novo líder chama a atenção que "na atual transição que a indústria automóvel mundial vive e com os desafios do futuro é muito importante que as nossas fábricas sejam mais produtivas".

O gestor alemão garante ainda: "vamos acompanhar a evolução do cenário global da industria e do Grupo Volkswagen com foco na manutenção da nossa produtividade e da qualidade dos nossos carros, ainda que num enquadramento bem diferente de há dois ou três anos".

Depois de ter iniciado funções em março de 2016, Miguel Sanches vai sair da fábrica como o rosto da transformação da Autoeuropa numa fábrica de produtos de larga produção em vez de modelos de nicho.

O início da produção do T-Roc, em 31 de julho de 2017, levou a fábrica a implementar um novo modelo laboral, com produção contínua nos dias úteis e ainda turnos ao sábado - e, depois, também ao domingo.

A situação gerou tensão entre os operários, que avançaram para a primeira greve de sempre da fábrica, em agosto de 2017. Só no final de 2018 foi conseguida a paz social na unidade produtiva.

Renovação do T-Roc

O novo diretor-geral da Autoeuropa também vai conduzir os destinos da fábrica para o início da produção da renovação (facelift) do modelo T-Roc. À venda nos concessionários a partir da primavera de 2022, o veículo utilitário desportivo (SUV) continuará a ser comercializado apenas com motores térmicos: três unidades a gasolina e duas a gasóleo.

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